E que se me ocorreram a propósito de um comentário que deixei
aqui,
disto (na Alemanha) e
disto (na Suécia).
Se aquilo do elevador acontecesse na terrinha onde nasci e cresci, terrinha essa em cujo distrito os níveis de iliteracia envergonham, terrinha essa de gente bruta e pouco civilizada, diriam os doutos da cidade grande... Nessa terrinha, dizia eu, o fdp que violentasse uma mullher num elevador dessa tal terrinha... Levava que contar, ah pois levava... E quem diz "o que contar" diz uns valentes safanões... Só assim naquela, para aprender que não se bate aos mais fracos... Apostaria que o racio seria de 1 para 53, mas de gente que NÃO reagiria (e reagir não significa, obviamente, confrontar fisicamente o agressor; significa, por exemplo, gritar à saída do elevador, procurar polícia, qualquer coisa...). Mas pronto... Isso será, certamente, coisa de gente pouco civilizada...
E depois também me lembrei que no meu tempo, saída da tal terrinha com 18 anos recém feitos para ir estudar para a cidade grande, sozinha num apartamento - com grandes liberdades vêm grandes responsabilidades e eu sempre o soube... Mas dizia eu - arre que isto hoje a mente escapa-se-me com facilidade e tivesse eu vagar passava aqui a noite a escrever, que aos 18 anos viajava muito, às sextas ao fim da tarde para um lado e ao Domingo à noite no sentido inverso... Também ia a outros sítios. Sempre de transportes públicos. Fartei-me de passear caraças.... Mas, dizia eu, que quando viajava de comboio os meus pais e o meu namorado da altura (agora meu orgulhoso marido) sempre me diziam: "Procura uma carruagem com militares... Podes ouvir umas bocas... Vais certamente ouvir umas bocas... Mas podes ter a certeza que nada de mal te acontece. Eles ajudam-te se precisares..." E toda a gente sabia que os "tropinhas"... Bom... Os tropinhas não primavam pelo... hum... saber estar... Toda a gente sabia que os "tropinhas" era gente... pouco civilizada, no fundo.
E quando penso nisto... Quando penso que há um tipo de almejada "civilização" que mais não é que um umbiguismo autista... Não... Esse tipo de "civilização" eu dispenso.
Acho que consigo educar os meus filhos para que umas bocas não lhe façam mossa no carácter, já o educá-los para viverem numa sociedade em que ninguém lhes estenderá a mão se eles precisarem... Porra... Isso eu não consigo!