sábado, 23 de setembro de 2017

Proibições detalhadas.

O Baby mudou de sala, da creche para o jardim de infância. Também mudou de professora.

[Baby] Sabes mãe, agora na escola não se pode lutar...
... Nem dar murros...
... Nem bater com a mão aberta...
... Nem empurrar...
... Nem cuspir...
... Nem arranhar...
... Nem morder...
... Nem dar cotoveladas...
... Nem dar pontapés...
... Nem beliscar...
... Nem fazer rasteiras...
... Nem puxar o cabelo...
... Foi a [Nome da professora nova] que disse.

[NM] Oh, e antes com a [Nome da Professora antiga] podia-se?

[Baby] Também não. Mas a [Nome da Professora nova] é mais explicadinha.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aguenta coração.

A criança pede empadão para o jantar do dia seguinte. Que gosta tanto, que lhe apetecia tanto, ui, mas tanto. A mãe, ainda que consciente do imbróglio que ia ser por falta de tempo, diz-lhe que sim, sim senhora, lá se haveria de arranjar maneira, pois se à criança lhe apetecia tanto. A mãe sai de casa no dia seguinte tendo-se esquecido de tirar carne picada do congelador... Rais parta... Agora então é que vai ser uma correria... Ao fim da tarde a mãe liga o turbo e já com a outra criança a tiracolo passa no talho. Chega a casa. Bom, quase. Volta atrás a buscar cebolas. Chega a casa. A criança mais nova diz que "qué axudá". Sendo a experiência la madre de todas as cousas, a mãe ouve a criança mais nova dizer que quer empatar. E a mãe diz que sim, evidentemente. Que apreciava muito a ajuda. A sonsa.  A criança mais nova sobe então para um banco para ver o que se passa na banca.... Cuidado, para não caires!!... A mãe parte uma cebola em quatro e atira com ela para dentro da Bimby. A mãe revolve a despensa e por entre 720 latas de atum, 530 de grão de bico e 547 de feijão vermelho encontra 1, uma!, lata de tomate. A única, mas exatamente o que precisava... Ufa!!... A mãe vai para abrir a lata do tomate, mas parte a patilha ou lá como raio se chama aquilo. A mãe não encontra o abre latas. Ai afinal encontra. O estupor do abre latas que não funciona nada de jeito... Precisamos de um abre latas novo... A mãe faz força. A mãe só consegue abrir um bocadinho da lata. O abre latas mói a lata.  [Buáááá....] Oh filho.... Tira a cara de dentro da Bimby. Pois choras, claro que choras. É da cebola. [Buáááá....] Pois doem os olhos... [Buáááá....] Vamos lá lavar a carinha..  Pronto, vá não chores mais... [Buáááá....] A mãe pega numa faca e tenta abrir o estupor da lata do tomate. Macacos a mordessem se o jantar não ia ser empadão. A mãe corta-se na p#ta da lata. Oh mãe... Oh mãe.... Tu... Tu tens xangue???!!! Ixo é xangue??? [Buáááá....] A mãe estanca o sangue como pode e acalma a criança. A mãe  respira fundo e consegue abrir a lata.  

A mãe isto, tic, a mãe aquilo, tac, o filho mais novo não sei quê, tic, e o mais velho não sei que mais, tac, e depois...

Oh well, depois a mãe tinha um belo empadão na mesa às oito em ponto.... Oh yeah!! Suuuuper Mom!!! [A mãe controla-se para não começar aos beijinhos a si própria.]

(...)

[Jr.] Mãé?!!... Posso não comer mais?

[NM] Hã?! Mas tu não comeste quase nada... Não estavas cheio de vontade de empadão?

[Jr.] Estava... Mas era do bom.

(...)

Eu. Mereço.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O estranho caso do homem que bordava o nome completo no interior do casaco














Para continuar a saga NM nomeia... flor!

domingo, 10 de setembro de 2017

E desde aquele dia ele nunca mais dispensou a bússola..

Decorria o ano 2000, 2000 e pico, e um jovem propôs à sua adorada que fizessem uma viagem de automóvel: do Porto a Sintra, sempre por estradas nacionais, sempre nas calmas, sempre a aproveitar o caminho.

A jovem aceitou, desconhecendo no entanto, que nas premissas de tal viagem estava também:

(a.) a orientação pelo Sol durante o dia, e

(b.) a orientação pela Estrela Polar durante a noite.

Ainda hoje permanece por esclarecer como é que entre uma coisa e outra, ali no lusco-fusco, um casal de namorados não deixou de o ser.

sábado, 9 de setembro de 2017

Dos estereótipos.

O meu marido, homem que é, nunca pergunta direcções. Nunca.
Este verão, chegados a Tavira depois de seis horas de viagem, 40°C, já com os ouvidos em sangue de tanto Despacito, o GPS... Pifou! Pois claro. Evidentemente.

Eu, a antever-me às voltas durante três quartos de hora à procura do nosso aldeamento, pergunto já em taquicardia:

E agora?!... Perguntamos a alguém, certo? 

Ao que marido responde:

Ah não... Não vale a pena... Ontem estive a ver no mapa e aquilo fica para Este.

E enquanto eu pensava Hã???!!!, ele encosta, vai ao porta luvas e saca de uma... Bússola!!!





E é isto a minha vida.

Uma bússola.
Uma bússola que mora no porta luvas do carro de excelso junto a uma... Pederneira!! Sim, se o meu marido precisar de fazer fogo de repente... Sem problema, vai ao porta luvas e, zau!, saca da sua pederneira....
Para o caso de se perder no mato ou assim. À noite. No inverno. De carro. E no caso do isqueiro do dito se avariar.

Surpreendentemente a tal da pederneira deve ter aí uns cinco anos e nunca foi usada. Olhai que ele há coisas...

(...)

E se isto não é coisa de homem então não percebo mesmo nada de nada.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Eu não queria meter mais lenha na fogueira mas a gravidade da situação assim o exige.

As lojas online de roupa para criança têm secção de menino e de menina.

Até aos 8 ou 9 anos nada no corpo das crianças justifica essa distinção.
Tirando eventualmente nas cuecas, vá.

E agora?! O que é que fazemos para consertar esta situação, hum?! Invadimos as lojas físicas e revolvemos aquilo tudo, ou fazemos o quê?

Para agravar a situação algumas descrevem os tamanhos por idades. O que é discriminatório para as crianças altas, baixas, gordas e magras. Já para não falar nos anões.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

É só, pronto, um "suponhamos"...

Suponhamos que, finda a licença de parentalidade, uma dessas pessoas que violentamente se insurge contra toda e qualquer associação de género (a cartilha manda dizer "estereótipo", não vá a negatividade não ser evidente) precisa de um(a) baby-sitter (M/F, obviamente) para cuidar de um(a) filho(a) bebé, de cinco meses, durante as, sei lá, oito horas em que precisa de estar ausente de casa por motivos profissionais.

A pessoa põe o anúncio, seleciona e entrevista candidatos. Chegada ao fim do processo a pessoa tem dois candidatos nas mesmíssimas condições (recordo que este é um exercício meramente teórico): mesma experiência, mesma empatia, enfim, mesmo tudo. Dois candidatos em exacto pé de igualdade.

Só que um calha de ser homem e outro de ser mulher.

Fazendo juz ao que apaixonadamente versa e defende a tal pessoa resolve a situação e escolhe a pessoa que lhe vai tratar do(a) filho(a) atirando uma moeda ao ar, verdade?

Adenda:

Reformule-se a questão, que diz que está difícil de perceber o meu ponto.

Filipe,

Estão nas mesmas condições de contratação... Bolas, está difícil de perceber um exercício TEÓRICO.
Reformulando... Imagine que só há duas pessoas no mundo disponíveis. Pronto. E que não sabe nada delas. Uma é homem, outra é mulher. E tem mesmo de deixar o seu filho a uma delas. Qual escolheria? Pronto, é isto!...