terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O estranho contexto do "mano" com um discurso despropositado.

O Jr. a ver um vídeo lá daquela malta youtuber moderna (e asneirenta já agora, que pimenta naquela língua não vinha nada a despropósito não)...

De repente só ouço (a sair do tablet):

"Heya, cum c@ralho... Eheheh... Ó mano..."

[NM] Então?! Como é?!!

[Jr.] Oh... Não fui eu!

[NM] Eu sei que não foste tu... Mas já sabes que eu não quero que vejas vídeos com palavrões...

[Jr.] Oh... Mas ó mãe... Foi em contexto... Por acaso até foi bem metida, não veio a despropósito... Ora anda cá... Anda cá ver o tralho que o outro mano deu...

(...)

Ah bom... Se foi "em contexto"...

(...)

"contexto" + "despropósito"

"tralho" + "mano"

Tudo em alegre convivência num mesmo raciocínio, qual melting pot da semântica.

...

{Suspiro}

Não sei, mano... Não sei se estou preparada para isto...
...
...
...
Mano!




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Se um dia tiver uma filha hei de lhe chamar Eugénia...

Só para ela poder escrever:

"Eu, génia, declaro que... "

Pronto, era só.



Hã?! Oi?! Como assim "génia" não existe?




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Do medo, da coragem, da inconsciência e de como só se estraga uma casa.

E lá estávamos nós, a bordo de um qualquer avião, rumo a um qualquer lugar. Chovia torrencialmente, o vento soprava forte e não, não faço a mínima ideia para onde íamos. 
Ao lado de marido, do outro lado do corredor, sentou-se um homem de meia idade. Que tremia. E suava. E rezava. Tentava disfarçar, mas rezava. E fazia o gesto de quem alarga o colarinho da camisa. Repetidamente. Trazia o colarinho apertado até cima e aquilo começava a afligir-me. E a vontade que eu tinha de ir lá, oh com licença, e desapertar-lhe o botão, restituindo à liberdade as fartas carnes oprimidas? E o senhor arregaçava as mangas. Esfregava as mãos e desarregaçava as mangas. Voltava a arregaçar as mangas, para logo a seguir as desarregaçar. E eu constrangida e com pena, sem saber muito bem como poderia ajudar, ou se, se quer, me deveria intrometer.

Marido, óbvia e evidentemente, e dando largas ao despiste e distração que o caracterizam, lá ia desfilando disparates, todo divertido, e completamente alheado da situação. 

Entretanto o seu olhar cruza-se com o do senhor em pânico, detêm-se por instantes e surpreendido com tamanha descontração o senhor pergunta:

- Mas você não tem medo?

Marido responde assertivo: 

- Não!

E eu penso, Boa! Tal segurança na resposta só pode ajudar... Pobre homem....

Mas depois... 

Bom, depois, e fazendo jus ao estranho sentido de oportunidade que lhe assiste, marido acha por bem acrescentar:

- ... Mas eu também sou um inconsciente!

E eu penso, Ora, merda!

(...)

E este episódio tem-me vindo recorrentemente à memória.

Imagino-me aos comandos de uma pequena  e frágil avioneta. 
Às vezes eu, às vezes ele... 
E lá vamos nós... 
Em velocidade de cruzeiro, na nossa vidinha, sempre em frente furando as nuvens... Nuvens carregadas em frente, à esquerda e à direita... 
E nós na nossa pequena avioneta... 
Sem medo! Até agora nunca tivemos medo. 

E no que eu tenho pensado muito é se esta falta de medo é coragem ou, simplesmente, inconsciência. 
Não sei. 
A verdade é que nós lá vamos seguindo. 
Sem medo.
Tal e qual os inconscientes.

domingo, 3 de dezembro de 2017

E então, NM?! Que tal estava tudo lá para Bragança?

Hum... 
...
...

Frescote!

Pronto, vá. Digamos assim.


(Agora a sério... Eu sei que não é propriamente surpreendente já que, enfim, estamos em dezembro, mas estava um ge-lo!!!)



Pst, Pst... Oh homenzinho?...

Quem és tu e o que fizeste ao meu bebé?!