O Jr. a ver um vídeo lá daquela malta youtuber moderna (e asneirenta já agora, que pimenta naquela língua não vinha nada a despropósito não)...
De repente só ouço (a sair do tablet):
"Heya, cum c@ralho... Eheheh... Ó mano..."
[NM] Então?! Como é?!!
[Jr.] Oh... Não fui eu!
[NM] Eu sei que não foste tu... Mas já sabes que eu não quero que vejas vídeos com palavrões...
[Jr.] Oh... Mas ó mãe... Foi em contexto... Por acaso até foi bem metida, não veio a despropósito... Ora anda cá... Anda cá ver o tralho que o outro mano deu...
(...)
Ah bom... Se foi "em contexto"...
(...)
"contexto" + "despropósito"
"tralho" + "mano"
Tudo em alegre convivência num mesmo raciocínio, qual melting pot da semântica.
...
{Suspiro}
Não sei, mano... Não sei se estou preparada para isto...
...
...
...
Mano!
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Se um dia tiver uma filha hei de lhe chamar Eugénia...
Só para ela poder escrever:
"Eu, génia, declaro que... "
Pronto, era só.
Hã?! Oi?! Como assim "génia" não existe?
"Eu, génia, declaro que... "
Pronto, era só.
Hã?! Oi?! Como assim "génia" não existe?
sábado, 16 de dezembro de 2017
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Do medo, da coragem, da inconsciência e de como só se estraga uma casa.
E lá estávamos nós, a bordo de um qualquer avião, rumo a um qualquer lugar. Chovia torrencialmente, o vento soprava forte e não, não faço a mínima ideia para onde íamos.
Ao lado de marido, do outro lado do corredor, sentou-se um homem de meia idade. Que tremia. E suava. E rezava. Tentava disfarçar, mas rezava. E fazia o gesto de quem alarga o colarinho da camisa. Repetidamente. Trazia o colarinho apertado até cima e aquilo começava a afligir-me. E a vontade que eu tinha de ir lá, oh com licença, e desapertar-lhe o botão, restituindo à liberdade as fartas carnes oprimidas? E o senhor arregaçava as mangas. Esfregava as mãos e desarregaçava as mangas. Voltava a arregaçar as mangas, para logo a seguir as desarregaçar. E eu constrangida e com pena, sem saber muito bem como poderia ajudar, ou se, se quer, me deveria intrometer.
Marido, óbvia e evidentemente, e dando largas ao despiste e distração que o caracterizam, lá ia desfilando disparates, todo divertido, e completamente alheado da situação.
Entretanto o seu olhar cruza-se com o do senhor em pânico, detêm-se por instantes e surpreendido com tamanha descontração o senhor pergunta:
- Mas você não tem medo?
Marido responde assertivo:
- Não!
E eu penso, Boa! Tal segurança na resposta só pode ajudar... Pobre homem....
Mas depois...
Bom, depois, e fazendo jus ao estranho sentido de oportunidade que lhe assiste, marido acha por bem acrescentar:
- ... Mas eu também sou um inconsciente!
E eu penso, Ora, merda!
(...)
E este episódio tem-me vindo recorrentemente à memória.
Imagino-me aos comandos de uma pequena e frágil avioneta.
Às vezes eu, às vezes ele...
E lá vamos nós...
Em velocidade de cruzeiro, na nossa vidinha, sempre em frente furando as nuvens... Nuvens carregadas em frente, à esquerda e à direita...
E nós na nossa pequena avioneta...
Sem medo! Até agora nunca tivemos medo.
E no que eu tenho pensado muito é se esta falta de medo é coragem ou, simplesmente, inconsciência.
Não sei.
A verdade é que nós lá vamos seguindo.
Sem medo.
Tal e qual os inconscientes.
domingo, 3 de dezembro de 2017
E então, NM?! Que tal estava tudo lá para Bragança?
Hum...
...
...
Frescote!
Pronto, vá. Digamos assim.
(Agora a sério... Eu sei que não é propriamente surpreendente já que, enfim, estamos em dezembro, mas estava um ge-lo!!!)
sábado, 2 de dezembro de 2017
Assinar:
Postagens (Atom)




