- "Calma mãe... Está tudo controlado."
- "Qual é o primeiro?"
- "Inglês."
- "What is your favourite pet?"
- "Pencil!"
(...)
Tu-do! Tudo sob controle!
terça-feira, 12 de março de 2019
quarta-feira, 6 de março de 2019
Aaaah, os caretos... Esses grandessíssimos filhos da p%#@.
Odeio o Carnaval. O-dei-o!
Odeio ao ponto de estar a escrever de dedos trémulos, coração acelerado e boca seca.
Fala-vos disto:
Tão bem que o explica o Vice Presidente da Câmara (aos 3 minutos):
Odeio ao ponto de estar a escrever de dedos trémulos, coração acelerado e boca seca.
Hoje é quarta-feira de cinzas.
Quarta-feira-de-cinzas!!
(E neste momento esforço-me por acertar nas letras do teclado, tal os tremeliques...)
Durante os anos da minha terceira infância, fechei-me em casa neste dia. Não saía por nada, rigorosamente nada. Ficava nervosa na varanda, pequenina, escondida... Depois ouvia vindo de não sei onde "OLHÓOO DIABO!!!" e depois lá vinha o som dos chocalhos... Os fdp dos chocalhos... E eu ia e enfiava-me, literalmente, debaixo da cama. Depois, nos dias seguintes, ouvia os relatos das minhas amigas e das amigas da minha mãe. E via as marcas.
Fala-vos disto:
E se isto é assim, numa "recuperação" patrocinada pela Câmara Municipal, em frente a uma câmara, imaginai o que seria nos idos anos oitenta, sem qualquer tipo de controlo...
Tão bem que o explica o Vice Presidente da Câmara (aos 3 minutos):
Pois é... Não tinha piada nenhuma, não. Na Quarta feira de cinzas as raparigas, preferencialmente as raparigas, levavam "a sério", mesmo "a sério", com a conivência de toda a gente. Porquê?! Porque sim. Era a vida. Era... aaahhh... o Entrudo!!
Com os caretos não era tão mau. Mas quase. Apareciam de uma qualquer esquina. Vinham em manada. Eles e os fdp dos chocalhos. Sempre a correr e a saltar muito, de pau na mão. Pareciam ter três metros de altura e dois de largo, com aqueles fatos. O que faziam? Apanhavam as mulheres e "chocalhavam-nas". As mulheres fugiam-lhes. Eles corriam atrás delas e davam-lhe com os fdp dos chocalhos, quer elas quisessem, quer não. Chocalhos que doem. E deixam marcas. E doem. E porra eu não queria levar com os fdp dos chocalhos. O corpo era meu. Sempre foi. E os caretos paravam em tudo quanto era tasca a atestar e lá continuavam. A correr pelas ruas. A agarrar mulheres, quase todas contra vontade.
Acho bem que as autarquias preservem as tradições.
Acho bem que as promovam e as vendam aos turistas.
Acho bem, mas não consigo deixar de pensar que o que vendem é uma versão branqueada com lixivia.
Vou quase sempre a Trás os Montes no Carnaval. Sendo certo que onde as "tradições" estão, não estou eu. (Agora é mais fácil controlar porque há programas organizados.)
O ano passado enchi-me de coragem e fiquei para ver o desfile. Atrás do vidro de um café. O meu marido, contra minha vontade saiu com os miúdos e foi para o passeio. Eu também queria ter ido, mas...
Os miúdos gostaram. Os caretos quase não se metiam com ninguém. A música é bonita e é tudo muito... diferente.
De certeza que eu, ali caída de para quedas, também teria gostado.
De certeza que eu também me teria emocionado.
De certeza.
A questão é que não caí ali de para quedas e, mesmo atrás de um vidro, tremi tanto das pernas que nem de pé consegui ficar.
Enfim, traumas.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Enfim, dúvidas...
O Baby a choramingar, sentado sozinho na despensa, escondido, visivelmente nervoso:
- Mãaaae anda cá...
- Que foi filho?
- Oh mãe... Eu não quero morrer... Ai, quando é que eu vou morrer?...
(...)
"Aguenta-te à bronca, que isto vai doer.", pensei eu.
(...)
- Oh Baby, e então estás a pensar nisso porquê? Deixa lá isso...
- Mas eu vou morrer?
(...)
"Oh cum caraças... Aguenta-te NM, tu aguenta-te..."
(...)
- Vais filho... Toda a gente morre., digo eu com a maior naturalidade.
- Toda, toda, toda?!
- Sim, filho. Toda. Mesmo toda.
- Os polícias e os ladrões também?, diz o Baby já mais arrebitado e de olho muito aberto.
- Sim, toda a gente. Os polícias e os ladrões também.
- E eles também fazem anos todos os anos?
- Eles quem?
- Os polícias e os ladrões.
- Fazem, filho. Então não haviam de fazer? O tempo passa para toda gente.
- Mas mesmo todos, todos, os anos.
- Sim, filho.
- A sério? Os ladrões, também??!!!
- Sim, filho.
(...)
Silêncio...
(...)
- Mãe..., diz o Baby já outra vez pensativo e de olhar longínquo, enquanto se encosta a mim.
- Diz, filho..., digo eu enquanto lhe seguro a mão, que eu cá sou mãe que está lá para as mais profundas dúvidas existenciais.
- Olha...
- Diz...
- O que é hoje o jantar?
(...)
(...)
Não correu mal, vá...
domingo, 24 de fevereiro de 2019
"De certeza, mãe. De-cer-te-zi-nha."
Ao fim da tarde de Sexta o Baby começa a fazer febre. Só febre. Nada lhe dói. Só tem febre.
Dormiu comigo. Entre o delírio da febre só falava no feijão "fade". E assim se manteve.
Há dois dias.
Há dois dias que se queixa que faz febre porque comeu feijão frade na escola.
Que "a culpa nem é bem bem do feijão, mas sim da casquinha… Sabes mãe?! Aquela casquinha… Comi… Olha…"
Já lhe disse que não, que de certeza que não. Mas ele não se cala…
(…)
Se hoje volto a sonhar com feijão não respondo por mim.
Dormiu comigo. Entre o delírio da febre só falava no feijão "fade". E assim se manteve.
Há dois dias.
Há dois dias que se queixa que faz febre porque comeu feijão frade na escola.
Que "a culpa nem é bem bem do feijão, mas sim da casquinha… Sabes mãe?! Aquela casquinha… Comi… Olha…"
Já lhe disse que não, que de certeza que não. Mas ele não se cala…
Há dois dias… "Bolas... Aquele feijão fade..."
(…)
Se hoje volto a sonhar com feijão não respondo por mim.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Pois... Get used to it!
[NM] Jr., eu e o pai acabámos de marcar uma viagem à Madeira nas férias da Páscoa.
[Jr.] Oh... E não me pediram opinião?
[NM] Então?! Não queres ir à Madeira?!
[Jr.] Quero!... Mas preferia ir aos Estados Unidos...
(...)
Pois...
Também eu, meu bem. Também eu...
[Jr.] Oh... E não me pediram opinião?
[NM] Então?! Não queres ir à Madeira?!
[Jr.] Quero!... Mas preferia ir aos Estados Unidos...
(...)
Pois...
Também eu, meu bem. Também eu...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
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