domingo, 17 de março de 2019
sábado, 16 de março de 2019
quinta-feira, 14 de março de 2019
terça-feira, 12 de março de 2019
"Jr... Os testes estão aí... Que tal estamos? Tu, vê lá... Organiza-te!"
- "Calma mãe... Está tudo controlado."
- "Qual é o primeiro?"
- "Inglês."
- "What is your favourite pet?"
- "Pencil!"
(...)
Tu-do! Tudo sob controle!
- "Qual é o primeiro?"
- "Inglês."
- "What is your favourite pet?"
- "Pencil!"
(...)
Tu-do! Tudo sob controle!
quarta-feira, 6 de março de 2019
Aaaah, os caretos... Esses grandessíssimos filhos da p%#@.
Odeio o Carnaval. O-dei-o!
Odeio ao ponto de estar a escrever de dedos trémulos, coração acelerado e boca seca.
Fala-vos disto:
Tão bem que o explica o Vice Presidente da Câmara (aos 3 minutos):
Odeio ao ponto de estar a escrever de dedos trémulos, coração acelerado e boca seca.
Hoje é quarta-feira de cinzas.
Quarta-feira-de-cinzas!!
(E neste momento esforço-me por acertar nas letras do teclado, tal os tremeliques...)
Durante os anos da minha terceira infância, fechei-me em casa neste dia. Não saía por nada, rigorosamente nada. Ficava nervosa na varanda, pequenina, escondida... Depois ouvia vindo de não sei onde "OLHÓOO DIABO!!!" e depois lá vinha o som dos chocalhos... Os fdp dos chocalhos... E eu ia e enfiava-me, literalmente, debaixo da cama. Depois, nos dias seguintes, ouvia os relatos das minhas amigas e das amigas da minha mãe. E via as marcas.
Fala-vos disto:
E se isto é assim, numa "recuperação" patrocinada pela Câmara Municipal, em frente a uma câmara, imaginai o que seria nos idos anos oitenta, sem qualquer tipo de controlo...
Tão bem que o explica o Vice Presidente da Câmara (aos 3 minutos):
Pois é... Não tinha piada nenhuma, não. Na Quarta feira de cinzas as raparigas, preferencialmente as raparigas, levavam "a sério", mesmo "a sério", com a conivência de toda a gente. Porquê?! Porque sim. Era a vida. Era... aaahhh... o Entrudo!!
Com os caretos não era tão mau. Mas quase. Apareciam de uma qualquer esquina. Vinham em manada. Eles e os fdp dos chocalhos. Sempre a correr e a saltar muito, de pau na mão. Pareciam ter três metros de altura e dois de largo, com aqueles fatos. O que faziam? Apanhavam as mulheres e "chocalhavam-nas". As mulheres fugiam-lhes. Eles corriam atrás delas e davam-lhe com os fdp dos chocalhos, quer elas quisessem, quer não. Chocalhos que doem. E deixam marcas. E doem. E porra eu não queria levar com os fdp dos chocalhos. O corpo era meu. Sempre foi. E os caretos paravam em tudo quanto era tasca a atestar e lá continuavam. A correr pelas ruas. A agarrar mulheres, quase todas contra vontade.
Acho bem que as autarquias preservem as tradições.
Acho bem que as promovam e as vendam aos turistas.
Acho bem, mas não consigo deixar de pensar que o que vendem é uma versão branqueada com lixivia.
Vou quase sempre a Trás os Montes no Carnaval. Sendo certo que onde as "tradições" estão, não estou eu. (Agora é mais fácil controlar porque há programas organizados.)
O ano passado enchi-me de coragem e fiquei para ver o desfile. Atrás do vidro de um café. O meu marido, contra minha vontade saiu com os miúdos e foi para o passeio. Eu também queria ter ido, mas...
Os miúdos gostaram. Os caretos quase não se metiam com ninguém. A música é bonita e é tudo muito... diferente.
De certeza que eu, ali caída de para quedas, também teria gostado.
De certeza que eu também me teria emocionado.
De certeza.
A questão é que não caí ali de para quedas e, mesmo atrás de um vidro, tremi tanto das pernas que nem de pé consegui ficar.
Enfim, traumas.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Enfim, dúvidas...
O Baby a choramingar, sentado sozinho na despensa, escondido, visivelmente nervoso:
- Mãaaae anda cá...
- Que foi filho?
- Oh mãe... Eu não quero morrer... Ai, quando é que eu vou morrer?...
(...)
"Aguenta-te à bronca, que isto vai doer.", pensei eu.
(...)
- Oh Baby, e então estás a pensar nisso porquê? Deixa lá isso...
- Mas eu vou morrer?
(...)
"Oh cum caraças... Aguenta-te NM, tu aguenta-te..."
(...)
- Vais filho... Toda a gente morre., digo eu com a maior naturalidade.
- Toda, toda, toda?!
- Sim, filho. Toda. Mesmo toda.
- Os polícias e os ladrões também?, diz o Baby já mais arrebitado e de olho muito aberto.
- Sim, toda a gente. Os polícias e os ladrões também.
- E eles também fazem anos todos os anos?
- Eles quem?
- Os polícias e os ladrões.
- Fazem, filho. Então não haviam de fazer? O tempo passa para toda gente.
- Mas mesmo todos, todos, os anos.
- Sim, filho.
- A sério? Os ladrões, também??!!!
- Sim, filho.
(...)
Silêncio...
(...)
- Mãe..., diz o Baby já outra vez pensativo e de olhar longínquo, enquanto se encosta a mim.
- Diz, filho..., digo eu enquanto lhe seguro a mão, que eu cá sou mãe que está lá para as mais profundas dúvidas existenciais.
- Olha...
- Diz...
- O que é hoje o jantar?
(...)
(...)
Não correu mal, vá...
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