domingo, 4 de maio de 2014

Este é o primeiro dia da Mãe...

Que passo sem ter a minha Mãe... E dói, não mais que nos outros dias, mas dói... Dói muito! Dói fundo! Dói na alma e dói na carne... 

E eu sinto-me menos Mãe desde que não a tenho fisicamente... E não, ter dois filhos lindos e saudáveis não me alivia a dor... Porque sim, porque há amores (e dores) insubstituíveis! Tenho-lhe saudades eternas.


* A minha Mãe tinha um tipo de humor que nunca reconheci em mais ninguém... Estava eu grávida e já se suspeitava que era menino (da sua doença ainda nem sinal). Dou conta de três chamadas perdidas no telemóvel. Ligo-lhe preocupada. Dizia-me ela que tinha tido uma epifania e que não podia demorar em me contar... Descobrira o nome ideal para o Baby: CLEMENTE! (...) E a minha mãe era isto... Piadas tontas... Piadas tontas e Família (sempre a Família) e uma multidão à mesa e o copo sempre (mas sempre) meio cheio. Que um dia eu lhe chegue aos calcanhares.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

A minha cria tem tanta graça quanto a tua... #16

Jantávamos. Falávamos de tudo e de nada. Ai a Juventus e o bacalhau e o 1. de Maio... Jr. muito calado nem ai nem ui... Começo a estranhar. Apanho-o a olhar muito sério para mim e pergunto-lhe se está tudo bem.

[Jr.] Está... Mas tenho uma dúvida...

[NM] Diz...

[Jr.] Se só tivéssemos um pé andávamos ao pé coxinho, não era?

(...)

Era, não era?... A sério, as dúvidas daquela cabeça matam-me...

E tu, NM? Por onde andas?

Por aqui.