quarta-feira, 4 de junho de 2014

Pessoas que me bulem com os nervos na vida em geral e na bloga em particular

1. Sonsas

"Quem eu? A última vez que chamei parva a alguém, foi há 20 anos... Tinha eu 13... Lembro-me como se fosse hoje e ainda agora há dias em que nem consigo dormir só a pensar nisso."

2. Viperinas que só querem ser cá da malta que, não acrescentando nada de novo à discussão, limitam-se a exaltar os ânimos

"Ui ca estúpida.... Aquilo nem é gente... E já viste o que disse a outra?... Ai córror... Gentinha... Isto o melhor é ignorar e por isso é que eu estou aqui a cagar postas de pescada... Aqui!!! Estou aqui!! Olhem eu aqui a dar a cara por vocês! Estão a ver?! Aqui!!... Estou aqui!!! Pá... Mas porque é que ninguém me dá troco?... Ouviram?? Eu disse que o melhor era ignorar e que estou chocadíssima... AQUIIII caramba...."

3. Iluminadas que partem do princípio que as outras pessoas são atrasadas mentais 

"Eu vou-vos explicar muito devagarinho para ver se percebem. Não é bom as pessoas serem molestadas e intimidadas e agredidas e todos devem merecer o nosso respeito. Perceberam? Eu sei que vocês acham que as mulheres são violadas porque provocam os homens. Eu nem li o que vocês escreveram porque aquilo tinha muitas letras, mas eu tenho muitos anos disto e bem sei que repetindo uma mentira muitas vezes em frases curtas aquilo torna-se verdade em menos de um riscar de fósforo. Sim, sim, aquilo que vocês disseram foi que as mulheres só têm mais é que se sujeitar ao abusos masculinos.")

NM também apanha o comboio do Buzz...



... E fala de meias! (Ahahahahahahahahah, queriam sangue não era? Pois bem, hoje não me apetece. Deixo isso para gente inteligente e informada que tem sempre coisas pertinentes para dizer e acrescentar à discussão... Ou então não, ou então gostam só de se ouvir!)

Pois é, tive outra ideia para levar lá aquilo do Shark Tank e desta é que é. (Sim, sim, sou uma grande idiota - ah ah ah ah - poupem-me ao (blheca) comentário, sim?) É desta que dou uma nega nas trombas do Mr. Wonderfull e que faço uma parceria milionária com os fofinhos da Barbara e do Robert. Estou-vos a avisar, agora é que é! Eu sei que disse isso das outras vezes mas agora é que é mêmo-mêmo-mêmo.

Ora então, sou só eu que volta e meia tem 59 pares de meias pretas do homem para emparelhar, e que tem de andar ali a medir a quantidade de borboto (ali no calcanhar, coisa mínima, não me aborreçam) e a escala de preto? Pois, bem me parecia...

A ideia que eu tive, e que vou patentear mal tenha um bocadinho, foi criar uma linha de meias para homem lisas e escuras por fora mas com prints por dentro, para se poderem emparelhar facilmente e para eles exprimirem a sua personalidade, por um lado, evitando comentários jocosos, por outro. 

Já estou a imaginar o Sr. Dr. com um sóbrio par de meias pretas que do avesso exibe um lindo padrão tigresse... Ou um padrão floral, ou um tweed, ou um cashmere, ou um pied-poule, ou um vichy, ou um belo tartan, ou, simplesmente, um sólido rosa choque... 

Eh pá... Vai ser aawwwwwsome!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

E agora a sério...

Quem, na sua vida adulta, nunca se excedeu que atire a primeira pedra.

Acabei de chegar...

Alguém precisa de um abraço??

Calma, malta!!! O que é preciso é ter muuuuita calma.... Inspira. Expira. Inspira. Expira.

Disso da desigualdade de géneros ou venham de lá esses calhaus...

Disclaimer: Antes que me apareça aqui alguma alminha a deixar comentários como se eu fosse uma criança de cinco anos com atraso de desenvolvimento, apraz-me desde já esclarecer, sob compromisso de honra e mão no peito, que condeno veementemente qualquer tipo de violência, ou coação, física ou psicológica, intra- e inter-géneros. Mais ainda, considero que em nenhum momento a roupa ou comportamento (por muito provocador que seja) de uma mulher é justificação para uma violação. Sim, condeno com todas as minhas forças a questão do "Estava a pedi-las", poupem-me a essa parte que eu também sou mulher e, sim, também já senti medo por ser mais fraca.

Cientes que sou uma mulher adulta de 34 anos sem nenhum défice cognitivo diagnosticado, posso começar a expressar a minha opinião? Ora então muito agradecida.

Ele há de facto situações da desigualdade de géneros que merecem a nossa (das mulheres) maior atenção e mobilização. Falo de violência doméstica, falo de qualquer tipo de violentação, falo de molestação física e psicológica de menores, falo de exibicionismo (principalmente a menores); noutro campo falo de desigualdade salarial e de desigualdade de acesso ao emprego (muito por causa da possibilidade maternidade)... E vamo-nos ficar por aqui, ok? Vamos ficar por aquilo que temos em Portugal, senão tinha-me de alongar para burkas e condenações à morte por apedrejamento por suspeitas de infidelidade, por exemplo, e eu não quero, de forma alguma tirar relevo aos nossos dramas de país ocidental e civilizado. E isto sim, isto são problemas sérios. Isto são os problemas que devíamos combater para honrar aquelas que lutaram pelos nossos direitos.

O problema das fundamentalistas do feminismo, mulheres feitas e informadas, é que metem tudo no mesmo saco. Começam a falar de coisas sérias, mas a dada altura já estão a falar de que se alguma mulher é uma chefe implacável é logo apelidada de mal-copulada* (como se um chefe-homem "brando" não fosse automaticamente apelidado de "vulvas"**), ou como daquela vez que levavam um decote que deixava ver a alma ouviram uma boca dos homens das obras, ou de como dói fazer a depilação que ai a sociedade exige tanto de nós mulheres... 

Isto é ofensivo! Isto é ofensivo para toda e qualquer mulher que já tenha sido violentada ou coagida e que já tenha sentido medo e sido agarrada e arrastada e mordida... Uma mulher adulta ouvir um piropo, quando muito, é chato; aquilo que descrevo -  e que nos devia preocupar e ser tratado de forma séria sem folclore em redor - é um drama.

Para mim, enquanto mulher, é ofensivo haver cotas nos assentos parlamentares. É ofensivo ser-se obrigado a escolher alguém só porque tem um pipi e não pela mais valia que as ideias dessa mulher (pessoa) trarão à discussão e ao País. Para mim isso é machismo. 

Para mim é ofensivo, no ano passado, em pleno auge da crise económica, com os níveis de desemprego a atingirem valores históricos, com os salários e as pensões a serem reduzidos a menos de 3/4, um partido com assento parlamentar vir propor a discussão da criminalização "do piropo e do assobio"... Como se não houvesse nada de mais urgente a tratar, com muito boa gente a passar fome... E se isto não é fundamentalismo e andar com uma pala nos olhinhos façam favor de me elucidar sobre que raio se passa naquelas cabeças.

Finalmente, e agora sem rede que aqui cada um lê o que quer e em querendo põem na minha boca as maiores atrocidades, se é para generalizar façamo-lo com força... Acho graça como as feminista fundamentalistas acham que o género feminino é, em toda a sua extensão, ostracizado relativamente ao masculino. Pois... Eu não acho! Acho sim que na base da causa cultural, que o é sem dúvida (só em 1976 é consagrada na constituição a igualdade de géneros), está uma base biológica. Sendo a civilização recente e os indivíduos do género M fisicamente mais fortes que os do género F, obviamente as coações violentas surgem nos indivíduos M entre si, nos F entre si, e dos M sobre os F. Ponto. Os homens são mais fortes e, por conseguinte, com uma base fisiológica que evoluiu para uma questão cultural, são os homens que violentam as mulheres. [NÃO ESTOU A DIZER QUE DEVE SER ASSIM, OUVIRAM BEM?? EU ESTOU A DIZER QUE É, NÃO ESTOU A DIZER QUE PERCEBO OU ACEITO... PODEMOS PASSAR ESSA PARTE?] Por isso mesmo se diz que as mulheres são o sexo fraco, porque são fisicamente mais fracas. A igualdade de géneros é, por isso, uma utopia. Por outro lado, por serem fisicamente mais fortes, é aos homens que é exigido fazer trabalhos fisicamente mais exigentes e perigosos, como, por exemplo, trabalhar em minas (e morrer passados 10 anos com cancro) ou ir para a frente de batalha em países que estão em guerra. (Sim eu sei que também há mulheres militares e que milhares de mulheres sofrem horrores com a guerra sendo violadas pelas tropas, supostamente da paz; escusam bem de me mandar outra vez ler a revista da AMI, que até pode parecer que não mas dá-se o caso de eu não ser muito estúpida. Não tenho é paciência para escrever o óbvio, mas isso são outros cinco tostões.) 

Além disso, se fossemos assim tão mal tratadas na nossa sociedade (vamos recordar que me estou a restringir ao nosso universo português, ok?) toda e qualquer mulher, quando questionada, afirmaria que preferia ter nascido homem. Pois bem... Tenho sérias dúvidas que chegue aos 15% a percentagem de mulheres com esse sentimento. Mas lá está, isto é só um palpite meu que não percebo nada destas coisas...


* Sim, porque parece que dizer palavrões é só cool para alguns; para outros é nitidamente falta de educação e de berço.

** O que eu queria escrever era "conas", mas lá está, temo não me ficar bem...