terça-feira, 31 de março de 2015

Madame Pi... Viens ici!


Obrigada! :)

* E com isto fiquei a pensar se algum dia imploraria para que ficassem a meu lado. Respondi-me imediatamente que não. Obviamente que não! Era claro, claríssimo, que nunca me poria "down on my knees"... Mas depois pensei mais um bocadinho... E achei-me melhor calada! 
É engraçado como a vida nos ensina a calar na mesma medida em que nos ensina a ripostar - venha quem vier, contra tudo e contra todos e com toda a certeza do mundo (a nossa, portanto)!... A escolha do momento... Será a escolha do momento para uma ou outra que nos revelará! (...) Não sei, digo eu.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Lavagem de dinheiro.

Dez eurinhos. No bolso da frente das minhas calças de ganga. Lavadinhos, passadinhos a ferro e com um leve cheirinho a... li-mão. Gosto muito!

A piada que não se gasta.

A propósito disto na Mirone e por causa disto:

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Sempre que eu ou o meu marido estamos ao computador e começamos a bufar e, muito provavelmente, a praguejar, o que acontece é o outro aproximar-se e perguntar o que se passa... A resposta é quase invariavelmente: "Isto está aqui a dar-me um erro e eu não estou a perceber porquê...", tal e qual como no cartoon.

A resposta que chega é amiúde a mesma: "Hum... E já verificaste os gigabytes?" 

E pronto. É isto. Desatamos sempre, sempre, à gargalhada... E eu nem sei dizer há quantos anos isto acontece... Há perto de uma década, arriscaria. É que já nem é da piada que nos rimos, é só da nossa capacidade de a repetirmos até à exaustão... 

"Olha agora o forno não funciona..."; "E os gigabytes? Já verificaste os gigabytes?"

"Pah... Não sei que mais hei de fazer para pôr o Baby a dormir..."; "E os gigabytes? Já lhe viste os gigabytes?"

Há casais que têm uma música, um filme ou um restaurante... Nós, enfim, temos uma piada que não se gasta. Coisa mais tonta!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Terrorismo Psicológico.

A propaganda que fazem as empresas que criopreservam as células estaminais do cordão umbilical.

Aquilo que se propagandeia é, a grosso modo, crença no que se poderá vir a desenvolver (ficção, portanto!), pouco ou nada tem de ciência. Fazer um banco público decente para se avançar no estado da arte da investigação é que era de valor. Isso e informar as pessoas sobre a importância de serem dadores de medula óssea (de onde se retiram células estaminais adultas com capacidade real e comprovada de curar terceiros). Isso sim.

Ensinamentos de pai para filho ou de como a conversa das sanitas veio para ficar...

O Jr. usa a sanita e vai para subir as calças, o que ainda lhe demora um bocado. Eu estou com pressa, preciso de passar e por isso peço-lhe para puxar o autoclismo e para se ir arranjar para a entrada da casa de banho enquanto eu me vou despachando...

[Jr.] Não mãe, não posso.

[NM] Não podes??

[Jr.] Não... Nunca se puxa o autoclismo com as calças para baixo.

[NM] Hã?

[Jr.] Pois... É que se isto entope eu com as calças para baixo não consigo correr e ainda levo com a porcaria toda em cima.

(...)

Claro que sim. Faz todo o sentido! Eu é que nunca tinha pensado nisso...

Eu só não sei é se ele tem noção que, em princípio, uma sanita entopida não resulta numa explosão de água com cocó... Mas bom... Diz-se que o seguro morreu de velho e homem prevenido vale por dois e isso...

quinta-feira, 26 de março de 2015

Bem sei que a posteriori é muito fácil apontar o dedo e que, de repente, somos todos especialistas em tudo...

E também acredito que, na altura, tenha feito todo o sentido... 

Mas, por outro lado, custa-me muito a perceber como é que não se anteviu a possibilidade de isto vir um dia a dar cocó.



Resumindo e concluindo, se isto for verdade um piloto (ou qualquer pessoa que lá consiga aceder) só não se blinda no cockpit se não quiser, não é?

Sanitas. Vinde cá que aqui hoje fala-se de sanitas.

Ontem estive a arrumar umas memórias e dei com um vídeo da primeira vez que pus os pezinhos no hemisfério Sul - Buenos Aires, já há uns anitos valentes. 

Lembro-me que ainda no aeroporto fui a uma casa de banho ver com os meus próprios olhinhos aquilo que sempre tinha ouvido dizer (Eeeerrr... Na altura tinha visto num episódio dos Simpsons!): o remoinho do autoclismo no hemisfério sul roda para a esquerda, no sentido anti-horário, enquanto que no hemisfério norte roda para a direita, no sentido horário. (Sim, sou muito estranha... Deslargai-me, caraças!)

Ora aqui está.


Sim, não se vê muito bem, mas garanto-vos que a água roda para a esquerda. (E agora, se nunca verificastes, ide lá ver se nas vossas sanitas a água gira, ou não, para a direita.)

E sabeis porque assim é? 

Há quem diga que é derivado à "Força de Coriolis" que é uma força fictícia (ou inercial ou pseudoforça) que impele corpos a descrever curvas sob superfícies em rotação (rotação da Terra, neste caso) e que segundo a qual todos os corpos se devem desviar para o lado esquerdo independentemente da direção em que foram lançados no hemisfério sul (direito, no hemisfério norte). Empiricamente isso verifica-se nas imagens de satélite da metereolgia em que as grandes massas de ar (ou de água) rodam num sentido ou noutro conforme o hemisfério em que se encontrem.

Mas há quem diga que não... Que a tal da "Força de Coriolis" só actua em grandes deslocações. E a verdade é que no remoínho da banheira isto não se verifica (umas vezes o remoinho faz-se para a direita, outras vezes para a esquerda). Diz que a turbulência e trajectória inicial do líquido se sobrepõem à tal força...

Mas sanitas, são sanitas e banheiras, são banheiras (nas sanitas a água está em repouso antes de ser despejada toda na mesma direção). Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E eu sou das ciências exactas. Lido mal com a aleatoriedade, a sorte, o acaso e isso, e quase que me emociono ao pensar em todas as sanitas de cada um dos hemisférios em sintonia... Tudo a rodar para o mesmo lado... Snif, snif!