quinta-feira, 31 de março de 2016

Ia caindo da cadeira... Calma senhores, muita calma nessa hora...

Foi quase agora, onze e meia da noite, mais coisa menos coisa. A casa estava em silêncio, tudo já a dormir, e eu preparava as minhas apresentações de amanhã. Estamos num apartamento na zona do Flamengo no Rio de Janeiro. Tudo super tranquilo. Não só hoje, mas durante os doze dias que já por cá levamos. Tanto de dia como de noite, tudo na paz.

Estava então eu aqui sossegadinha na minha vidinha, um carro ou outro a passar na Rua (perpendicular a um avenida principal), quando de repente... 

"PÔOOORRRRAAA!!!!", caem coisas, uma barulheira infernal na rua, buzinas, cães, "PUTA MEERRRDA!", vidros partidos, catrapum-pum-pum, cenas a estourar, "CARALHO!!!! CAAARALHO PÔ!!!", tachos a bater, urros... E eu "Ai meu Deus, ai meu Deus, deixa-me cá afastar da janela! Que tamanha desgraça terá acontecido??...". Sirenes da polícia... Num ápice parecia que uma multidão gritava louca na mesma rua onde ainda há dois minutos não se ouvia vivalma... Vindo de mais longe distingo um grito agoniado... "FLAMEEEENGO!!! OH MEU DEUZ... FLAMEEENGO... OH NÃAAAAO!!!... MEU DEUZ.... NÃAAAOOOO!!"

Fez-se-me luz... Fui ver... Era futebol!!! 

Medo. Muito medo.

domingo, 27 de março de 2016

domingo, 13 de março de 2016

Esta criança vai longe, escrevei o que vos digo.

Conta-me a educadora de Jr., perdida de riso, que quando lhe mostrou imagens de espermatozóides ele insistiu que não, que aquilo não eram nada "esprematóides", que o pai já lhe tinha mostrado,  que eram "nirónios"...

De facto, as representações não são assim tão diferentes quanto isso e eu fico a pensar que o problema de muitos homens pode muito bem passar por aí... Às tantas o problema, coitados, reside em terem "esprematóides" a fazer as vezes dos "nirónios" e isso, minhas amigas, não deve ser nada fácil.

Já vi hipóteses mais absurdas. 

Tem dias que ainda acordo a pensar nisto...

Graças a todos os santinhos a professora do Júnior começou a falar do sistema reprodutor. Estou-lhe tão grata, mas tão grata, que acho que se nos tínhamos cruzado nos dias primeiros de abordagem à temática me tinha agarrado a ela aos beijos, o que era capaz de ser assim para o embaraçoso.

E vós sabeis lá a qualidade de vida que A questão me estava a tirar. Tudo porque num domingo soalheiro de inverno, à beira mar, o Júnior me pergunta, assim a frio, sem anestesia nem nada, como é que o pai punha a semente na mãe para depois nascerem os bebés.

E foi nesse dia que eu, mulher das ciências, olhei em frente e disse, segura e sem hesitar:

- Olha filho...Estás a ver ali?!

- Onde?

- Ali filho... Olha para onde estou a apontar... 

- Práonde?!

- Ali filho, no meio das gaivotas... Estás a ver aquele pássaro mais alto?! 

- Estou.

- É uma garça. (...) Conhecias?

- Não.

- É fixe, não é?

- É.

- Pois é... Ora vai lá ao pai dizer que viste uma garça.

- Paaaaaiiii.... Oh paaaaiiii.... Está ali uma graaaça!!

(...)

Mal ele vira as costas, pego no telemóvel para, enfim, coisas... 




quarta-feira, 9 de março de 2016

Sempre a aprender...

(A semana passada estive de cama com gripe.)

[Senhora das limpezas*, mal entro em casa] Então menina?! Está melhor?

[NM, fungosa] Mais ou menos, D. Cristina, mais ou menos...

[Srª das limpezas] Ui... A NM ainda não está bem... Ainda está muito desolhada...

(...)

Pois é... Desolhada!

*Não gosto nada de "Empregada"