segunda-feira, 28 de novembro de 2016
domingo, 27 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Dos comandos.
Bem sei que o tema já lá vai, mas não tive tempo enquanto foi temática de parangonas e, como quase tudo que interessa de resto, já ia deixar passar sem escrever nada sobre o assunto.
Mas hoje tive notícias de um primo meu e a verdade é que o que aconteceu, só pode surpreender quem nunca conviveu com um comando.
Eu tenho um primo que foi comando. Esse meu primo foi treinado qual máquina de guerra. Esse meu primo desenvolveu competências de sobrevivência extraordinárias. Esse meu primo foi, em tempos, um Rambo. Um verdadeiro Rambo. Capaz de sobreviver no mato só com a roupa que trazia no corpo. O tempo que fosse preciso. Capaz de caçar com as próprias mãos. Capaz de aguentar todo o tipo de tortura que da boca dele é que não sairia nada. Nem que o matassem. Literalmente.
Mas, como praticamente todos, o meu primo levou um valente pontapé no traseiro quando perfez trinta e cinco anos (ou coisa que o valha). Findo o contrato com o exército: "Xau Rambo nº 7896, foi fixe!" E regressou à sociedade civil um Rambo, tropa de elite, cujas competências que desenvolveu lhe serviram para zero, sendo que foi igualmente do zero que teve de (re-)desenvolver as competências sociais (entretanto afogadas num qualquer treino onde esteve com lodo pela cintura durante dez horas numa noite de janeiro) para se (re)integrar e conseguir singrar na sociedade civil.
Este meu primo tem problemas de saúde vários. Claro. Fígado desfeito, já transplantado, sendo que nunca teve hábitos que o justificasse (como o de consumo de álcool, por exemplo). Sofre de uma doença de sangue cuja causa não se consegue diagnosticar. Claro que o ter sido sujeito durante mais de uma década a "treino de elite", pode ser só uma coincidência. Ou não.
Hoje soube que o meu primo volta a não estar bem. Voltam a não conseguir identificar-lhe o problema.
Hoje lembrei-me de ter lido isto, de não me ter surpreendido mas de me ter agoniado.
Hoje lembrei-me que perante a notícia de dois homens terem sido mortos num treino (que foi isso que aconteceu... eles não morreram, eles foram mortos!) alguém com responsabilidades do exército disse ipsis verbis: "As pessoas têm que ter noção que não estamos a treinar escoteiros!". Oi?! Aquelas pessoas morreram à sede... À sede! Não bateram com a cabeça num acidente... Não. Foi-lhes negada água! Á-gu-a!
Se alguém foi responsabilizado? Não. Claro que não. Não foi, nem há de ser. Deus nos livre e guarde de nos metermos com as força armadas. Devemos-lhe a democracia, pelo criador!
E este treino tão duro e exigente para quê?!
Se entrarmos em conflito armado estamos dependentes dos ingleses... Ai não, espera... Esses brexitaram-se! Estamos dependentes dos... franceses, não é? Quando somos nós que vamos ajudar mandamos, normalmente, em missão sfot a GNR, não é? É que mandando gente para a frente de batalha corremos o risco que nos morram alguns... E nós já somos poucos, que morram os dos outros. Mais vale tê-los por cá... A morrer à sede ou assim.
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
Adaptação ao Meio.
Segunda-feira. 9h00, A três minutos do trabalho. Lá ia eu toda animada a cantarolar já não sei o quê quando de repente... Tau! Estourada com o espelho retrovisor noutro de um carro estacionado. Dois espelhos estraçalhados.
Encosto, vou apanhar bocados de, enfm, coisas e deixar número de telefone.
Mal estaciono já no trabalho ligo toda stressada ao meu mui estimado marido que atende, estranhando telefonema àquela hora...
[Estimado marido] Sim?!...
[NM] Sim... Olha, bati com o carro!
[Estimado marido] Então?
[NM] Olha, bati. Parti o nosso espelho e o de outro carro. Ainda por cima foi o de um BMW.
[Estimado marido] Mas como é que foi?
[NM] Olha, foi... O outro estava estacionado e eu ia a passar e bati-lhe com o espelho.
[Estimado homem] O outro estava estacionado?!!
[NM] Estava. Porquê?
[Estimado homem] Por nada...
[NM] A sério, diz lá porquê...
{silêncio}
[NM] Sim?! Estás aí?
[Estimado homem] Estou... Estava a pensar...
[NM] A pensar?!
[Estimado homem] Sim, a pensar... Esta é aquela parte em que tenho de pensar muito bem o que digo antes de desatares aos berros comigo, não é?
(...)
Espeeeeerto!!
sábado, 19 de novembro de 2016
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