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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Repost (ou quase, ou então não)*

Nem sei o que agradeça com maior veemência ao criador... Se a minha inteligência, se o meu sentido de humor carácter empreendedor, se a minha responsabilidade.

(...)

Hum... Sim, decido-me pela responsabilidade!

* Já vi(mos) querida, já vi(mos)... Nada tema que já vi(mos).


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sou só eu que se preocupa...

Com o facto do advogado do Sócrates poder vir a sofrer um AVC em directo...

Vê-se que o homem está em agonia, caraças... E eu, boa alma que sou, só me apetece ir lá ter com ele... Segurar-lhe na mão, olhá-lo nos olhos e dizer-lhe para ter calma, para respirar fundo que esta vida são dois dias... Estou certa que me abraçaria... E choraria... Oh... Pobre homem!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Diz-me com que bloggers te ris...

E eu dir-te-ei quem és e o que pensas e o que fazes e o que lês e o que te move e o que te interessa... E pronto. Basicamente é isto. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Falta-me a paciência para, por exemplo...

Chefs que explicam com aturada paciência e rudes laivos de condescendência que não são cozinheiros... Que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, ai que atrasado é este povinho, valha-nos o criador... E eu, calada e no meu canto, começo a sentir as mãos a transpirar, acelera-se-me o batimento cardiaco, faço estalar o pescoço... Não tanto pela exigência da distinção, mas pela attitude em biquinhos de pés desta gente neo letrada e neo evoluída, que usa e abusa de termos como "outstanding" e "out of the box" porque vai amiúde a Londres, que isto agora com as "low costs" é como andar de expresso...

Interrompo o monólogo para perguntar se, em última análise, o Papa não é um padre... Não me respondem... Ooooooohh!!!

domingo, 16 de novembro de 2014

Teria muita piada se não fosse comigo...#11

Hoje de manhã despachámo-nos tao rápido, mas tão rápido, que quando reparei, já na rua, como é que os meus homens iam vestidos fiquei com tanta vergonha, mas tanta vergonha, que só me apeteceu assobiar para o lado e fazer de conta que não os conhecia...

Ora atentai na classe... (Na foto não se vê mais o Baby também foi de camisa... Tudo de calças de ganga... Sim, sim, foi muito muito mau...)




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Disso das prioridades… Pára tudo!



Facto nº. 1: O meu dia tem 24 horas.

Facto nº.2: Durmo ~7 horas/dia. Sobram-me 17 horas/dia.

Facto nº.3: Trabalho ~9 horas/dia útil. Sobram-me 8 horas/dia útil.

Facto nº. 4: Perco ~1 hora/dia útil “em trânsito” (tira carro da garagem, encosta carro, leva crianças à escola, estaciona carro, dirige-se ao local de trabalho, dirige-se ao carro, desestaciona carro, encosta carro, vai buscar as crianças à escola, mete o carro na garagem). Sobram-me 7 horas/dia útil.

Facto nº. 5: Gasto ~1 hora/dia em banhos (meus e das crianças) e higienes e veste e despe e outros que tais. Sobram-me 6 horas/dia útil.

Facto n.º 6: Gasto ~2 horas para garantir que há comida na mesa, que a casa está limpa, que há roupa lavada … Sobram-me 4 horas/dia útil.

Facto nº.7: Tenho portanto ~4*5 + (24-7-1-2)*2 = ~48 horas “livres”/semana.

Tenho então ~48 horas por semana para olhar por mim, por dois filhos pequenos, marido e restante família e amigos e fazer coisas que me interessam e movem (quer seja voluntariado, quer seja estudo, quer sejam livros, jornais, séries ou blogues, quer seja passear à beira mar ou correr feliz, descalça e de cabelos ao vento em prados verdejantes).

Ou seja, das 168 horas que tem uma semana, só tenho margem para gerir ~48 horas da maneira que melhor me aprouver.

Tenho pois que estabelecer prioridades. Não posso, com certeza, abraçar todas as causas. Não posso, com certeza, ajudar toda a gente. Não posso, com certeza, fazer voluntariado em todas as instituições. Não posso, com certeza, agastar-me com todos os dramas deste mundo. Tenho, portanto, que priorizar a minha vida… Com umas coisas gasto a minha energia, tempo e recursos, com outras não… E é isso mesmo que eu faço… Olho à minha volta, avalio aquilo com que posso, devo e quero contribuir e priorizo.

Repetindo e reforçando… Sou só humana, não chego a todo lado, pelo que me vejo obrigada a priorizar como, de resto, toda a gente.

O que acontece comigo acontece com toda a gente. Toda! Com mais ou menos tempo livre, toda a gente faz escolhas. Toda a gente prioriza.

Se eu posso dizer a quem questiona as minhas prioridades: “Foda-se, haja paciência, és muito estúpida/o…”? Pois, se calhar não posso (ou não devia, pelo menos)!... Se calhar tenho de ser tolerante à opinião alheia (nem que esta seja sobre a minha vidinha e respectivas prioridades)… Pode ser para o lado que durmo melhor, posso virar as costas e não querer saber, mas vivo em sociedade e se calhar as pessoas até têm direito a ter uma opinião sobre como (me) priorizo (pode ser questionável o direito de a expressar, mas isso é outra conversa)… 

E pronto. É isto!

Se eu podia ter escrito esta merda toda em três linhas de post e sem esta puta desta condescendência? Pois  podia… Mas diz que não é assim que se faz… Diz que há assuntos em que isso não se pode fazer… Por princípio há que ridicularizar e extremar exemplos porque caso contrário diz que as pessoas não percebem (e como as coisas ficam claras e fáceis quando não se cede à tentação de ir por aí e como se torna evidente que se calhar as pessoas até estão bem mais perto do que aquilo que julgavam à partida).

Se eu podia ter escrito isto sem usar jargão (como faço de resto na minha vida offline)? Pois claro que podia, mas não era a mesma coisa… Bad-ass que é bad-ass acaba posts com frases assim quando o assunto é sério… Porque nós somos mazonas e duronas e ai de quem nos pisa os calos que nós não estamos cá para brincadeiras, hã!… E depois há outra coisa… É que… Hum… Hã… Pois… Dá um estilo do caralho! E, já se sabe, que nisto dos blogues ninguém quer ser visto como o da pilinha pequena...

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Haja mais alguém com bom gosto e bom senso neste blogo-bairro...

  

Daqui.


Lion of Porches. Made in PT. De nada.




Obrigada Placa Central! Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Beijinho. Pois claro que são uma cambada de invejosas...

*Sim, porque movera-me eu num blogo-bairro fashion a ver se as minhas lindas botas não eram aclamadas... Sim, sim, caríssimas, a-cla-ma-das... Estou aqui estou que escrevo um mail à Pipoca a perguntar... Só assim naquela, para depois vos esfregar a resposta Dela nas fuças...




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Era pôr uma vedação e começar a cobrar entrada para visitas aos indígenas...

Vi a reportagem da RTP do Sexta às Nove sobre a TDT não ter cobertura suficiente (ver sinopse aqui), sendo que há gente que, dois anos volvidos após o apagão analógico e em 2014 - dois-mil-e-catorze, tem como única fonte de informação a rádio... A rádio, senhores... A rádio!... 

E eu fico fodida com isto. Fico. Fico porque são sempre os mesmos cristos a ficar esquecidos. É sempre a mesma "meia dúzia" de desgraçados do interior, que vive pior agora que há três décadas.

Fico fodida porque isto é o Estado a abandonar as suas gentes. Gente que, por acaso, eu conheço. Gente que, por acaso, eu estimo. E por isso fico furibunda... Porque sei que aquilo é mesmo assim... Aquelas pessoas passam mal. Tiraram-lhes tudo. Empurram-nos (e ao biqueiro) para fora das suas teras.

Há gente que se precisa de ir ao estupor de uma estação de correios tem de percorrer largas dezenas de km. Gente que não tem transportes públicos para as deslocações. Quer dizer... Ter têm! Têm uma carreira de ida de manhã e outra de volta ao fim da tarde e que demora 2h a fazer 70 km. 

Gente que mora em vilas, não falo de aldeias com meia dúzia de habitantes, a quem fecharam Centros de saúde, dependências das Finanças e da Segurança Social... Há gente, que paga impostos como qualquer outro cidadão, que não tem porra nehuma. Mas mesmo nenhuma... Gente que dá prejuízo e a quem lhes foi tirado tudo... Qualquer dia sai um despacho, metem-nos nas "carreiras" e despejam-nos no Parque da Nações com a directiva: "Desenmerdai-vos por aqui, que lá perdidos no meio do monte saís muito caros". 

Há crianças que vão para lares de acolhimento para as capitais de distrito para ir fazer o 5.º ano. Crianças sozinhas. Desde os 10 anos... Há crianças que saem de casa às 6h da manhã para chegarem à escola primária às 8h...

E depois os governantes (ou aspirantes a) queixam-se da desertificação, mas é só para ficar bem no figurino aquando do périplo pelas terrinhas por altura da campanha eleitoral...

Há distritos inteiros cujas mulheres vão todas parir à mesma maternidade e que nem a epidural têm direito se a coisa se der depois das 17h, olha agora ter ali um anestesista à disposição das madamas... 

Fizeram o estupor da autoestrada até Bragança. Escavacaram a IP4 toda... Tudo muito lindo... Uma ponte ali em Vila Real que só vos digo, que aquilo é uma obra de engenharia que faz favor. Daqui a dois anos está tudo a arrotar 15€ de portagem para cada lado... "E é se quereis. Alternativa? Lamento mas escavacámo-la para fazer a autoestrada... Não era a autoestrada que querieis? Pronto... Aí a tendes..."

E com isto de ver que há gente que nem televisão tem... Fiquei doente! Fiquei doente porque se a PT providenciasse aos habitantes do lado esquerdo de uma rua de 50 metros em Lisboa uma ligação à web de 15MB/s quando propagandeia uma de 30 MB/s caía o carmo o trindade... Vinha logo o Estado de bem em defesa dos seus vidadãos a perguntar como é que era e vejam lá isso e para ontem.

Mas com os outros desgraçados que nem o Preço Certo podem ver ao fim do dia... Está-se toda a gente a cagar, não é? Moram lá muito longe, não é? Nem sequer nunca viram nenhum ao vivo e no seu ambiente natural, não é?

Era juntar toda a população do interior ali no Alentejo - que é mais perto de Lisboa, e fechar o resto do País fora dos centros urbanos... Isso é que era! É que, parecendo que não, poupava-se um dinheirão!

domingo, 19 de outubro de 2014

E eu por onde andei neste Domingo de Verão?

Fui a Braga àquilo dos Legos e gostei muito.







Éramos 8 adultos e 7 crianças - dos 5 meses aos 7 anos. 

E depois? Bom... Depois fomos almoçar a um restaurante. Todos juntos. Sim, sim, crianças (e pior, bebés) incluídas. E não, não foi ao McDonalds.

(...)

Eu sei, eu sei... No mínimo devia ter algum decoro e não vir dizer estas merdas para a internet. Mas bom... Perdoai-me que já sabeis que o bom senso não é o meu forte.






sexta-feira, 17 de outubro de 2014

É com cada tradução...

Gostava muito de dar os parabéns ao departamento de marketing da Imaginarium, principalmente no que concerne à publicidade para o estrangeiro... É sempre muito divertido.



Suponho que aquilo seja a tradução de "trick-or-treat". Suponho, não tenho a certeza.

Depois também queria dizer que gosto muito de pagar couro e cabelo por brinquedos e em metade dos casos faltarem peças (em caixas supostamente lacradas) ou estas virem com defeito. Pah... Gosto! E isto cada um é como é. Gosto muito dar um presente de aniversário, a criança abrir a caixa e faltarem metade dos utensílios da mala de médico. E pagar 100€ por um piano e estar 1 mês à espera que chegue a porcaria do livro que devia vir dentro. E ter de abrir sete caixas com uma guitarra eléctrica, a custar também perto dos 100€, até encontrar uma sem mazelas e com os utensílios todos. E... Pah, gosto!

Se calhar é só comigo que, já se sabe, sou dada a azares.

Porque é que continuo a comprar lá? Porque não há brinquedos de jeito em lado nenhum... Porque tirando os clássicos Lego, Playmobil ou Schleich só há porcaria à venda e dentro do mal a Imaginarium ainda é a que se vai safando com algumas coisitas mais ou menos, ainda que ache que aquilo é mais show-off que outra coisa...

Mas bom...

E no Haloween já sabeis... "Truque ou susto"?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ah pronto... Assim, tudo bem!

Na sala do Baby do infantário só há mais outro bebé (os restantes vou entrando à medida que fazem os cinco meses)... Ontem fui buscá-lo e estavam lá os dois.

[NM] Ui... Mas ele [o outro bebé] já gatinha...

[Educadora] Já...

[NM] Mas eles são da mesma idade, não são?

[Educadora] São... Mas o seu senta-se mais direitinho!

(...)

Ah bom... Estava a ver que tinha de me chatear.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A propósito disso das respostas da ciência...

E das verdades inquestionáveis e alienáveis que nos dá...

E também, já agora, a propósito do branco e do preto, dos 0s e dos 1s, do certo e do errado...

Haveis de reparar que no fim de todos os episódios do CSI - todos - o suspeito se declara como culpado face às "provas" inquestionáveis apresentadas lá pelos cientistas jeitosos. Sim. É o próprio do suspeito que se entrega. Sempre. Pois, se calhar aquelas verdades lá daquelas máquinas do demo não têm assim tanta força de prova como querem fazer crer...

Só há um tipo de pessoas que detêm certezas. A prova. A verdade. O poder.

(...)

São os matemáticos!

(...)

Medo... Eu se fosse a vós tinha muito medo...

É dos matemáticos e dos polvos... E dos cartões do Belmiro, já agora. :D

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mas é claro que há animais de 1ª e animais de 2ª...

Não vamos comparar o sistema cognitivo de um golfinho com o de um carapau, pois não? Ou o de um gato com o de uma tartaruga, ora não? Ou o do cão com o da galinha, não é?

Seria muito estúpido... Uns têm sentimentos, aprendem, estabalecem relações e demonstram inteligência, os outros enfim...

Claro que depois há o caso do polvo... 

Os polvos são uns bichos do caraças... São incrivelmente inteligentes, têm uma capacidade de aprendizagem verdadeiramente extraordinária, reconhecem pessoas depois de as verem quatro ou cinco vezes, resolvem enigmas, brincam como crianças... Os polvos adpatavam-se à vida terrestre e estávamos bem tramadinhos, que os tipos até têm oito tentáculos e tudo e eram criaturas capazes de nos dominar em três penadas... 

Contra eles os polvos têm é aquele problema... São deliciosos, não são?

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Googlei e não encontrei... Será que existe?

Nestes últimos dias a minha vida tem sido um filme que nem vos digo nem vos conto, mas bom, o que não nos mata torna-nos mais forte, e o que está feito feito está, e melhores dias virão, e antes ter muito trabalho que não ter nenhum, e para a família temos de ter sempre tempo que é o que se leva desta vida, e os meninos não têm culpa do stress que é a minha vida, e queixo-me de barriga cheia porque há muito quem queira ter filhos e família e amigos sempre em casa e não pode nem tem isso da família e amigos lá em casa porque desarrumam muito e depois não têm empregada nem aspiração central, e com esta crise tens sorte é em ter trabalho, e por isso não te queixes nem sejas mandriona e levanta mazé o rabo da cama que quatro horas de sono é mais que suficiente, e antigamente é que era que nem água quente tinham e tudo e tudo e tudo... Eu sei, eu sei... Eu sei disso tudo...

Mas, queria eu dizer, e antes que me esqueça do que me trouxe aqui, que há uma expressão que eu ouço desde sempre e que utilizo frequentemente quando a vida se me põe em velocidade turbo, que é: 

"Se soubesses da minha vida, andavas a pedir [esmola] para mim."

E eu digo isto tantas e tantas vezes... Ouvi (e ouço) isto da boca do meu pai, sempre em jeito de piada, tantas e tantas vezes... Ontem lembrei-me de googlar a expressão... Não encontrei nada. Fiquei deveras preocupada.

E tu NM? Que fazes, que andas tão calada?...

De momento já só quero que as meninges não me comecem a sangrar....



Já é tarde comó c*ralh@, não é? Já estais todos no ronco, não é? Só eu é que estou aqui a desgastar a minha beleza com um trabalho desgastante comó raio (mesmo para uma mente brilhante como a minha) para depois ir gastar 30 contos ou lá quanto é, lá na Luna ou lá o que é, não é? Pois... Bem me parecia!!

E vós sabeis lá, sabeis lá a minha vida...


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Agora até escrevia sobre como o meu bebé tem o rabinho assado...

Sobre como suspeito que tenha sido da vitela que lhe introduzi na sopa ou de uma fruta de compra que lhe dei, sobre como alguma coisa lhe pôs o cocó um pouco para o liquefeito, sobre como o Cicalfate da Avéne é um creme bem competente, sobre como já me é díficil limpá-lo com águas correntes, sobre como me ligaram do infantário a dizer que vão tentar tê-lo "à fresca", sobre como aquilo lhe deve arder caraças...

O problema? Temo aborrecer-vos envergonhar-vos...

sábado, 20 de setembro de 2014

E então? Como é que terminou a novela dos desalinhados,

Dos que reclamam quezílias e pelejas (porque afinal tamanho marasmo só poderá significar falta de verticalidade) e se questionam sobre que mundo nos restará com tanto desejo à solta de a todos agradar?

De uma forma surpreendente digo-vos eu... 

Com a expressa vontade de se ter agrado a gregos e a troianos!

Reptiles, M.C.Escher, 1943

Por mim tudo bem!...

Adenda (e antes que os "Repteis" em si ganhem vidas e significados que, obviamente, estão a milhas da minha intenção):

Sobre esta litografia: The tiny alligator on the dodecahedron, snorting fire, and the two lizards entering and leaving the tessellated plane provide clues that the picture is imaginative but fundamentally about the relationship between two and three dimensional space.

O autor não se interessava muito por significados filosóficos. Provavelmente quis aqui só representar um paradoxo, um ciclo entre o bi- e o tri-dimensional. Pensava eu quando esta litografia me veio à memória que, ainda que mais rica, a tri-dimensionalidade poderá ser para alguns insuportavelmente solitária... O que, afinal, explicaria muita coisa!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Disso dos posts sobre os "pequenos nadas" dos filhos

E de como isso "confrange" e "envergonha" terceiros (é mau feitio da minha parte ou a semântica dificilmente poderia ser mais agressiva?).

Fiquei a pensar e o único que quero dizer sobre isto é que, pasmem-se, muito boa gente só terá blogues para escrever esses "pequenos nadas" e quase aposto que terá sido a vontade de registo desses "pequenos nadas" que espoletou a criação de grande parte dos blogues pessoais (isso... blogues "pessoais") de gente com filhos. É que, pasmem-se, muito boa gente relatará esses "pequenos nadas", não para receber afagos de ego, mas apenas para mais tarde os poder recordar, para não ficarem perdidos nos buracos da memória. Há quem escreva longas e contorcionadas cartas de amor, há quem opte por registar esses "pequenos nadas".... (Eu sei, eu sei... Há muito doido neste supermercado de Deus.) E precisamente por isso, por haver quem escreva maioritariamente para si e para os seus,  o facto de uma qualquer situação ter causado "impacto lá na família" será condição sine qua non para ser descrita em post (sendo o inverso igualmente verdadeiro). Se terá interesse/graça/... para terceiros será sempre o de somenos importância.

E se numa blogosfera, em que tanta e tanta gente adulta se comporta, escreve e argumenta qual criança de cinco anos, isto não é percebido e tido como razoável e se é isto que "confrange".... Bem, só não escrevo aquilo do sentir vergonha alheia de quem por isso se aflige, porque tenho dificuldade em assimilar neologismos e a verdade é que ainda não percebi muito bem o que tal expressão quer dizer.

sábado, 13 de setembro de 2014

O drama, o horror, a tragédia ou a Twilight Zone...

Pelo que vou picando aqui e ali, nas leituras volantes que faço por essa bloga fora, tenho-me dado conta que já não há "crianças"... Agora há "criancinhas"... Essas tais de "criancinhas" são uns seres curtos, invariavelmente descritos como birrentos, mal-educados e prepotentes. Essas tais de "criancinhas" correm e gritam em todo e qualquer sítio onde se encontrem, sempre com o ranho ao dependuro e cabelo transpirado, a pontapear e empurrar tudo o que lhes aparece à frente.

E depois... Apercebo-me que também já não há "pais"... Agora há "paizinhos". E esses tais de "paizinhos" são pessoas desprovidas de todo e qualquer sentido de bom senso e noção da realidade da vida em sociedade. São seres amorfos, desprovidos de capacidade crítica, completamente embevecidos e convencidos da superioridade intelectual das suas "criancinhas" que por ali correm e gritam e choram e dão murros enquanto urram e se atiram para o chão e assim!...


E depois eu fico a pensar nisto e vêm-me à cabeça aliens, fantasmas, vampiros, realidades paralelas, viagens no tempo e intergalácticas... Enfim... Uma autêntica série de ficção científica!... Who are you people?

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