sexta-feira, 3 de abril de 2020

Hoje a MÃE faria 74 anos...

...

Há dias em que parece que o meu coração vai rebentar de saudades!

E aos 3 dias do mês de abril...

... A morte por COVID-19 tomou-me rosto, nome e família. Ninguém de relações próximas. Relações próximas de relações próximas. Ambos os casos por infeção hospitalar, onde foram sujeitos a cirurgias não urgentes. Um em França, outro no nosso Nordeste.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Ainda das máscaras...

A ideia de equipar a população toda de máscara (ainda que não as convencionais por motivos óbvios de falta de recursos) não é propriamente cada um proteger-se do outro, mas cada um proteger o outro de si. Ainda que não sejam 100% eficazes, ajudam. Se na máscara de cada um ficarem retidas grande parte das partículas que este expele (quer seja quando tosse, espirra, fala ou, simplesmente, respira) é óbvio que haverá menos contaminação, quer direta quer de superfícies.

Se todos fizermos isto o raciocínio é circular, protegemo-nos uns aos outros.

O período de contágio parece variar entre os 2 e os 14 dias (outliers: 0, 27).

Estima-se que 1/4 dos infetados são assintomáticos. Entre 2 a 14 dias (outliers: 0, 27) a contaminar.

Por entre os sintomáticos, o período médio de tempo até ao aparecimento dos primeiros sintomas parece variar entre o 5-6 dias. Cinco-seis dias a contaminar, assintomático.

Os testes à presença do vírus são quantitativos, o que significa que um infetado pode ter um teste negativo por a carga viral ainda não ser detectável (mas já transmissivel). Um teste negativo hoje, pode ser um teste positivo amanhã, sem exposição ao vírus. Ou seja, mesmo pessoas com teste negativo podem contaminar.

E isto é terrível.
O nível de contágio é terrível.
O comportamento antagónico do vírus, dependendo do indivíduo - nuns silecioso, noutros letal, é terrível.
A falta de conhecimento daquilo com que estamos a lidar é terrível.

É tudo mau. Terrivelmente mau.

Podemo-nos confinar, podemos achatar a curva, podemos fazer mortais encarpados. 

Mas um dia vamos ter de sair de casa e nesse dia podemos voltar à estaca zero. 

O que nos resta?

Esperar pela vacina e convencermo-nos que vamos ter muito tempo de contenção pela frente.

Quanto tempo? Até chegar a vacina. Até ao fim do ano, pelo menos.

Que contenção? Proibição de ajuntamentos, confinamento com as mesmas exceções de hoje, teletrabalho sempre que possível, uso de máscara sempre e resguardo dos grupos de risco. 

E... Boa sorte!




quarta-feira, 1 de abril de 2020

Da tentativa de contenção - Aquilo que eu gostava mesmo que me explicassem...

... é porque é que a população, em geral, é desaconselhada (ou não apoiada) a usar máscara.

Percebo o argumento de que são de uso prioritário pelos profissionais de saúde, que não haveria recursos para todos. Mas "máscaras" há muitas...




Que não serão 100% eficazes? Pois não...

Que serão prejudiciais? Não estou a ver como...

terça-feira, 31 de março de 2020

Brico-quarentine II - menos que uma ovação em pé é só ridículo






Nunca mais... Pelo menos enquanto me lembrar.

O plano era, a seguir, retirar o papel de parede e pintar o escritório. Ah-Ah-Ah. Não vai acontecer.

sábado, 28 de março de 2020

Brico-quarentine II - Round II

Depois de mais um dia de volta da parede...


Oh,  PQP!!!

Amanhã ou fica pronto ou fica pronto.
Mais uma semana com a sala de pantanas e corto os pulsos.