Amiga a branco do lado esquerdo, eu a verde do lado direito.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Não serão demasiado novos para me porem assim em causa?*
O mais velho diz-me e insiste que é "IM-POS-SÍ-VEL", "capa" não se escrever com um "k", que isso "não faz sentido nenhum".
Logo a seguir diz-me e insiste o mais novo que o animal da foto não é um " porquinho da Índia", diz que não, que não, que não é um "pôco", que é um "gato" (i.e. "rato").
E é isto a minha vida.
*Ou do sentido crítico, que eu cá vejo (quase) sempre o copo meio cheio.
Como?! Como é possível?...
“O SNS falhou neste caso, os cortes não permitiram ter recursos”
Pronto. Já morreu um sem margem para "não foi bem assim, a condição clínica do paciente blá-blá-blá".
Já dá para fazer alguma coisa e, loucura, contratar mais pessoal, ou como já houve lugares de relevo "à disposição" já está o assunto resolvido?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Eu, Sportinguista, me confesso...
Veio o Bruno de Carvalho e aquele seu estilo tão... peculiar, e eu engoli em seco.
Depois veio o Jesus e aquele seu estilo tão... enfim... peculiar, e eu tirei a echarpe, abanei as mãos em direção à cara para ter um pouco de ar fresco e assobiei para o ar, afinal a vida continuava e o que não nos mata torna-nos mais fortes.
Depois vieram as conferências de imprensa do Otávio Machado e aquele seu estilo tão... ora deixa cá ver... peculiar, e eu... Bom... Eu dou por suspensa a minha militância.
Aqui e agora, eu me confesso.
Doravante e por tempo indeterminado sou, então, uma sportinguista de militância suspensa.
Pronto. De momento é tudo.
domingo, 20 de dezembro de 2015
A atitude.
A atitude universal dos matemáticos é esta.*
Porquê?! Porque dá jeito.
Porque os matemáticos são os "tais". Os que percebem o difícil, o impenetrável, o obscuro. São quase que magos da ciência, mas com QIs, ui, elevadíssimos.
E essa aura de supra iluminação dá jeito, pois claro que dá.
Eu já fui admoestada porque, surpresa, me expliquei demasiado bem perante uma audiência vasta e generalista. Vede a afronta. Consegui que pessoas sem formação percebessem a teoria que servia de suporte ao trabalho que apresentava.
Quem me admoestou? Um referee internacional. Uma sumidade que, até aí, eu julgava capaz de caminhar sobre a água. Disse-me em tom de brincadeira (e em privado, claro) que se todos os "nossos" apresentassem e desmontassem tudo de forma tão limpa como eu tinha acabado de fazer, toda a gente ficava a perceber o que "nós" fazíamos. E depois "nós" ficávamos sem trabalho (e sem as respectivas vénias, acrescento agora eu).
Não, apesar do tom jocoso ele não estava a brincar nem tampouco a elogiar, estava a admoestar. Foi há seis anos e ele achou-se no dever de chamar a miúda à atenção. Afinal de contas há uma aura de inatingibilidade que tem de se manter assim mesmo, inatingível, e isso tem de ser claramente percebido pelos "nossos" recém-chegados.
*Atenção que eu não digo que um Teorema que permite a medalha Fields é passível de ser explicado ao público. Não é. Eu refiro-me à atitude do "Nem vale a pena tentar explicar porque isto é de facto muito difícil." que é, geralmente, a vigente comum na área.
sábado, 19 de dezembro de 2015
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