domingo, 13 de março de 2016

Esta criança vai longe, escrevei o que vos digo.

Conta-me a educadora de Jr., perdida de riso, que quando lhe mostrou imagens de espermatozóides ele insistiu que não, que aquilo não eram nada "esprematóides", que o pai já lhe tinha mostrado,  que eram "nirónios"...

De facto, as representações não são assim tão diferentes quanto isso e eu fico a pensar que o problema de muitos homens pode muito bem passar por aí... Às tantas o problema, coitados, reside em terem "esprematóides" a fazer as vezes dos "nirónios" e isso, minhas amigas, não deve ser nada fácil.

Já vi hipóteses mais absurdas. 

Tem dias que ainda acordo a pensar nisto...

Graças a todos os santinhos a professora do Júnior começou a falar do sistema reprodutor. Estou-lhe tão grata, mas tão grata, que acho que se nos tínhamos cruzado nos dias primeiros de abordagem à temática me tinha agarrado a ela aos beijos, o que era capaz de ser assim para o embaraçoso.

E vós sabeis lá a qualidade de vida que A questão me estava a tirar. Tudo porque num domingo soalheiro de inverno, à beira mar, o Júnior me pergunta, assim a frio, sem anestesia nem nada, como é que o pai punha a semente na mãe para depois nascerem os bebés.

E foi nesse dia que eu, mulher das ciências, olhei em frente e disse, segura e sem hesitar:

- Olha filho...Estás a ver ali?!

- Onde?

- Ali filho... Olha para onde estou a apontar... 

- Práonde?!

- Ali filho, no meio das gaivotas... Estás a ver aquele pássaro mais alto?! 

- Estou.

- É uma garça. (...) Conhecias?

- Não.

- É fixe, não é?

- É.

- Pois é... Ora vai lá ao pai dizer que viste uma garça.

- Paaaaaiiii.... Oh paaaaiiii.... Está ali uma graaaça!!

(...)

Mal ele vira as costas, pego no telemóvel para, enfim, coisas... 




quarta-feira, 9 de março de 2016

Sempre a aprender...

(A semana passada estive de cama com gripe.)

[Senhora das limpezas*, mal entro em casa] Então menina?! Está melhor?

[NM, fungosa] Mais ou menos, D. Cristina, mais ou menos...

[Srª das limpezas] Ui... A NM ainda não está bem... Ainda está muito desolhada...

(...)

Pois é... Desolhada!

*Não gosto nada de "Empregada"

Sem assunto?! Eu diria antes com assunto a mais...


segunda-feira, 7 de março de 2016

E agora?! Acendo a vela a que santinho?

Daqui a duas semanas abalamos para o Brasil. Todos os quatro. Duas semanas. Uma de férias, outra de trabalho. Tenho tudo organizado, excepto o plano B para o qual, enfim, não há a mínima margem.

(...)

Diz que há um surto de varicela na escola.

Ford Anglia




domingo, 6 de março de 2016

Uma pessoa passa a semana entusiasmada, a alimentar expectativas....

A confiança em crescendo... "Agora sim damos a volta a isto", lá cantam os outros do "Fon-fon-fon só a tuba é que me dá ritmo". Agora sim se começa a reestruturar, a pensar nos problemas onde eles de facto existem, a ir ao fundo das questões e a criar metodologias sólidas e estruturantes. Medidas impactantes na vida das pessoas. Medidas que fazem a diferença. Um por todos e todos por um! Medidas que mostram que não andamos aqui a brincar e que nós nos preocupamos. Porque nós queremos saber! Medidas que nos marcarão como a geração, como o tempo, em que de facto se quis saber. Em que de facto se olhou para o lado e se estendeu a mão ao vizinho. É por estas e por outras que nos reconhecerão como um bastião temporal de resiliência, diligência e humanidade. Porque nós sabemos erguer a nossa voz. Sabemos dar o murro quando e em que mesa tem que ser dado. Medidas que de facto resolvem agilizam-se a nossos olhos. Medidas que fazem desprezar o tempo em que se perdia tempo com falsos problemas que é como quem diz nanogésimos (que é como quem diz cagagésimos, que estão ali taco a taco com os pintelhésimos, lá diz o meu estimado amigo RP) na escala de preocupação social.

Mas dizia eu.. Vai uma pessoa toda animada, segura e confiante, costas direitas, quando de repente...


Sábado, 05/03/2016, pelas 12:30, Arrábida Shopping.

- "Olá, boa tarde! Era um Happy Meal, por favor!"

- "Com certeza! De rapaz ou rapariga?"

Ora f@da-se!