domingo, 6 de setembro de 2015

Eu é que já não tenho vida para este andamento...

Sexta feira: Voo de ligação atrasado em Frankfurt e um cãozinho perdido no aeroporto.


Chego a casa já passava da meia noite com uma semana... Hum... Digamos que intensa e acordada, vá, no pêlo.

Sábado: Toca a levantar os costados da cama às 8h da matina e seguir para o casamento de uma amiga de sangue a 250 km de distância. Fomos por lá à cama já quase de madrugada.




Nos entretantos um mitra com muita lata meteu-se-nos na mala do carro e não havia maneira de o tirar de lá. Foi difícil convencer o Jr. de que não, que não podíamos ficar com ele porque de certeza que tinha dono, de tão bem tratado que estava e dócil que era.


Domingo: Toca a levantar os costados da cama às 8h da matina e fazer os tais 250 km em sentido inverso para a festa de aniversário de Super-Sobrinho.


(...)

Moral da história: 35 é diferente de 25... Estou que nem me sinto!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Da pungência de se estar lá (no sítio onde o horror aconteceu) e de estar cá (no tempo em que o horror continua a acontecer).



Dormitórios (em baixo são chaminés dos que se destruíram):





Câmaras de gás e crematórios:


As ruínas:



Valas, vedações electrificadas e torres de vigia:




"O trabalho liberta-te!"





Passe o tempo que passar nunca se tratarão números. Eram pessoas. 
Pessoas com nome:


E cara:






(...) E números. Pensando melhor também eram pessoas com números. 




Eram pessoas a quem foram retirados todos os pertences (os melhores, já que lhes era dito que levassem uma mala de mão para refazerem vida no aprazível local que os esperava).









* Numa das salas não era permitido tirar fotografias. Essa sala deu-me a perspectiva que me faltava: os campos de concentração e de morte eram autênticas fábricas onde nada se desperdiçava. As cinzas das cremações eram vendidas como fertilizante e os cabelos das mulheres como matéria prima para fábricas têxtil. Nessa sala estavam duas toneladas de cabelo. Duas toneladas de rabos de cavalo e tranças. Nunca na vida conseguirei exprimir o que senti.

As pessoas que eram selecionadas para trabalhar viviam mais três, quatro meses, até morrerem de fome. Alguns sobreviveram...



Crianças foram usadas em experimentos médicos bárbaros e a seguir mortas com injeções de fenol.


Havia um corredor de execução. Mas a bala era cara e sujava-se muito. Urgia encontrar outro método.


Gás. Urgia agora optimizar a quantidade. 20 minutos. 100 pessoas.


Só houve uma câmara de gás/crematório que não foi destruída. E só porque era um abrigo anti-bomba para o caso de os prepetores precisarem.







Mas o que eu queria mesmo dizer com este post era que...


... Já que ainda esta semana li num jornal umas declarações com muitas (demasiadas!) parecenças a esta: