segunda-feira, 6 de maio de 2019

Baby, sempre à frente do seu tempo.

Agora embirrou, que sim, porque sim, que tinha de se meter a tirar a carta de pesados...


Raça de miúdo...

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A escola do meu filho mais novo tem os melhores presentes do Dia da Mãe e do Pai de todo o sempre.

As educadoras gravam conversas com as crianças sobre a mãe / pai e transcrevem-nas, na íntegra e textualmente.

As gargalhadas que dei hoje logo de manhã, no pequeno almoço organizado pela escola, ao ler o chorrilho de calúnias que mostro abaixo são impagáveis.
Menos o antepenúltimo parágrafo.
Esse é verdade.



sábado, 27 de abril de 2019

"Fernando Madureira pede a adeptos para não aplaudirem a equipa", diz o JN



Depois tropecei no vídeo e, textualmente, é assim que o símio "pede", completamente tresloucado:

"Olha o boi a bater palmas... Olhó filh@ da p%ta... Ide bater palmas à p%ta da vossa mãe..."

Bom...

A "pedir" com tanto jeitinho, como não fazer-lhe a vontade, não é verdade?

(Cambada...)

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Sabes que estás... lenta vá, digamos assim...

Quando a propóstio de um email de uma... equipa, digamos assim, com quem vais ter de andar à batatada, mais dia menos dia, o teu "chefe" (sim, trato-o mesmo assim; carinhosamente) te escreve:

"
pois....
bom 5x5!
abraço,

"

E tu ficas, aos vinte e quatro dias do mês de abril, véspera de feriado nacional, um bom bocado a maturar no que ele terá querido dizer com aquele "bom 5x5!"

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Beans strike again...

Do banco de trás do carro, à saída da escola...

[Baby] Mãe, dói -me a boca... Olha... Quando faço assim [abre e fecha a boca]... Dói-me aqui... [aponta para a bochecha]

[NM] Hum... Deves ter uma afta.

[Baby] É isso é... Uma afta. E de certeza que foi do feijão...

[NM] Do feijão?! Não me digas que a culpa vai ser outra vez do feijão frade...

[Baby] Não mãe, achas?! O feijão ferade faz-me febre... O que me faz aftas é o feijão manteiga, sabes?! Aquele beranco...

(...)

Rais parta os feijões...


Estava a correr tão bem...

O Baby chega a casa a dizer que queria tirar as rodinhas da bicicleta, que o André já andava sem rodinhas e que ele também queria. Marido fez-lhe a vontade, foram para o terraço, mas parece que aquilo não correu lá muito bem... Em 5 minutos Baby e pai fartaram-se de tentar. Baby foi para dentro à vida dele e pai, achando que aquilo ainda estava muito verde, colocou de novo as rodinhas na bicicleta. Baby não se apercebeu desta última parte.

15 minutos depois chama-me o Baby do terraço...

- "Mãaaaeeee... Oh mãe... Olha eu a andar, olha... Weeee... É fácil... Afinal é fácil andar sem rodinhas... Weeee..."

- "Mas, filho... Tu estás com rodinhas..."

Baby para, olha para a roda de trás e todo desconsolado:

- "Ora bolas... Já estava tão contente..."


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Fenómenos do (des)Entroncamento

O Baby adormeceu debaixo da mesa da cozinha, deitado em cima de duas cadeiras. (Don't ask. Deixei-o a lanchar, encontrei-o naquela bizarria; não faço ideia dos entretantos.) Ele já tem cinco anos, é muito alto e, na verdade, já foi mais maneirinho. Estive uns bons cinco minutos a arquitetar o melhor plano para o tirar dali. Aconteceu foi que, mal lhe toquei, ele se assustou, levantou-se muito depressa e deu semelhante cabeçada na mesa, que esta só não levantou voo por ser mesmo mesmo "muciça" (private joke).
O Baby?
Bom... A dormir agarrou-se ao meu pescoço, deitou a cabeça no meu ombro e nem um ai. Acordou passadas duas horas, com um belo galaró na testa e uma telha que só visto...

terça-feira, 16 de abril de 2019

domingo, 14 de abril de 2019

Moledo, a praia mistério.


Mistério de enigma, misticismo, romantismo ou espiritualidade? 

Não, mistério por ser talvez a praia nortenha mais conhecida do País, ainda que tenha um areal curto, manhãs (ainda mais) frias e com (mais) nevoeiro, (ainda mais) vento - todo o santo dia e durante todo o santo ano, uma ondulação tremenda e água (ainda mais fria) gelada-geladíssima e frequentemente infestada de algas. Toda a gente sabe que as praias do Norte não são fáceis, mas também não é preciso exagerar...

Ou Moledo, a praia que caiu em graça.

"O que quero comer?! Se houver, massa à bolonhesa. Claío!"


E eu não consigo deixar de me surpreender com as pratadas de massa que Baby, o trinca-espinhas, avia num piscar de olhos...


terça-feira, 9 de abril de 2019

domingo, 7 de abril de 2019

O mar, lá embaixo, a 600 metros....

Eu nervosa e com vertigens...


Até que me dei conta do vidro partido ali à esquerda...



Estou a recuperar, obrigada.

sábado, 6 de abril de 2019

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Blogger in a coma, I know I know, it's serious


...

There were times when I could
Have murdered her
But you know, I would hate
Anything to happen to her

...

#teamblogger4ever

domingo, 31 de março de 2019

Autch! Deve ter doído...*


* Ou de como depois de ver os quartos dos filhos dazôtras... Todos assim instagramáveis em tons pastel... Só me dá vontade de chorar rir.

sábado, 23 de março de 2019

Tss, tss... Que bambi que eu sou....

No Brasil - Panamá, hoje no Dragão...

[Jr] Mãe, olha... Está ali o Neymar...

[NM] Onde?! Não estou a ver...

[Jr., a apontar para a tribuna] Ali... Não vês?! Aquele rapaz de t-shirt branca e calças pretas... De boné preto... E de corrente de ouro ao pescoço...

[NM] Ah, já vi... Mas como é que sabes que a corrente é de ouro?! Está tão longe... Mal se vê...

[Jr,] Mãe... Por favor... É o Neymar!



E o triste que ele ficou com o empate... O pai bem o tentou convencer que não é qualquer um que vê o Brasil a levar no corpo do Panamá, que tinha sido um privilégio ele ter estado lá, que só foi pena não ter perdido que isso sim ficaria para a história.... Pois. Mas não.

quarta-feira, 20 de março de 2019

A parte boa é que só se estragou uma casa.

O meu afilhado, quatro anos de gente e o caracoletas mais bonito de toda a história, é filho de um mestre de uma arte marcial. No outro dia o meia leca de gente começou a rodar, e a rodar, a mão do meu marido, metro e oitenta e pico de gente... Já com o braço "imobilizado" por aquelas mãozinhas minúsculas, marido pergunta lá de cima:

- "E tu que estás a fazer, oh pequenitainas?"

- "Eu sei truques... O meu pai ensina-me truques...", diz afilhado todo orgulhoso. "E tu?! Percebes de truques?"

Com uma presença de espírito que, enfim, responde-lhe marido:

- "Não, só percebo de traques."

Intrigado, afilhado vira-se para o Baby que ali estava e pergunta

- "O que é que são traques?"

Sem fazer a mínima ideia, mas, claro, sem a mínima hesitação, responde o Baby:

- "Traques?! Então... É truques. Mas em inglês, que é ainda melhor."

(...)

E pronto. É isto.

terça-feira, 19 de março de 2019

Eu sei que hoje é o Dia do Pai...


E eu não quero roubar protagonismo a ninguém...



Mas...


Muahahahahahah…

Be afraid... Be very afraid!

Eu sei tu-do!!

terça-feira, 12 de março de 2019

"Jr... Os testes estão aí... Que tal estamos? Tu, vê lá... Organiza-te!"

- "Calma mãe... Está tudo controlado."

- "Qual é o primeiro?"

- "Inglês."

- "What is your favourite pet?"

- "Pencil!"

(...)

Tu-do! Tudo sob controle!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Aaaah, os caretos... Esses grandessíssimos filhos da p%#@.

Odeio o Carnaval. O-dei-o!
Odeio ao ponto de estar a escrever de dedos trémulos, coração acelerado e boca seca.

Hoje é quarta-feira de cinzas. 
Quarta-feira-de-cinzas!! 

(E neste momento esforço-me por acertar nas letras do teclado, tal os tremeliques...) 

Durante os anos da minha terceira infância, fechei-me em casa neste dia. Não saía por nada, rigorosamente nada. Ficava nervosa na varanda, pequenina, escondida... Depois ouvia vindo de não sei onde "OLHÓOO DIABO!!!" e depois lá vinha o som dos chocalhos... Os fdp dos chocalhos... E eu ia e enfiava-me, literalmente, debaixo da cama. Depois, nos dias seguintes, ouvia os relatos das minhas amigas e das amigas da minha mãe. E via as marcas.

Fala-vos disto:


E se isto é assim, numa "recuperação" patrocinada pela Câmara Municipal, em frente a uma câmara, imaginai o que seria nos idos anos oitenta, sem qualquer tipo de controlo...

Tão bem que o explica o Vice Presidente da Câmara (aos 3 minutos):


Pois é... Não tinha piada nenhuma, não. Na Quarta feira de cinzas as raparigas, preferencialmente as raparigas, levavam "a sério", mesmo "a sério", com a conivência de toda a gente. Porquê?! Porque sim. Era a vida. Era... aaahhh... o Entrudo!!

Com os caretos não era tão mau. Mas quase. Apareciam de uma qualquer esquina. Vinham em manada. Eles e os fdp dos chocalhos. Sempre a correr e a saltar muito, de pau na mão. Pareciam ter três metros de altura e dois de largo, com aqueles fatos. O que faziam? Apanhavam as mulheres e "chocalhavam-nas". As mulheres fugiam-lhes. Eles corriam atrás delas e davam-lhe com os fdp dos chocalhos, quer elas quisessem, quer não. Chocalhos que doem. E deixam marcas. E doem. E porra eu não queria levar com os fdp dos chocalhos. O corpo era meu. Sempre foi. E os caretos paravam em tudo quanto era tasca a atestar e lá continuavam. A correr pelas ruas. A agarrar mulheres, quase todas contra vontade. 

Acho bem que as autarquias preservem as tradições. 
Acho bem que as promovam e as vendam aos turistas.
Acho bem, mas não consigo deixar de pensar que o que vendem é uma versão branqueada com lixivia. 

Vou quase sempre a Trás os Montes no Carnaval. Sendo certo que onde as "tradições" estão, não estou eu. (Agora é mais fácil controlar porque há programas organizados.)

O ano passado enchi-me de coragem e fiquei para ver o desfile. Atrás do vidro de um café. O meu marido, contra minha vontade saiu com os miúdos e foi para o passeio. Eu também queria ter ido, mas... 
Os miúdos gostaram. Os caretos quase não se metiam com ninguém. A música é bonita e é tudo  muito... diferente.

De certeza que eu, ali caída de para quedas, também teria gostado. 
De certeza que eu também me teria emocionado. 
De certeza.

A questão é que não caí ali de para quedas e, mesmo atrás de um vidro, tremi tanto das pernas que nem de pé consegui ficar. 

Enfim, traumas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Enfim, dúvidas...

O Baby a choramingar, sentado sozinho na despensa, escondido, visivelmente nervoso:

- Mãaaae anda cá... 

- Que foi filho?

- Oh mãe... Eu não quero morrer... Ai, quando é que eu vou morrer?...

(...)

"Aguenta-te à bronca, que isto vai doer.", pensei eu.

(...)

- Oh Baby, e então estás a pensar nisso porquê? Deixa lá isso...

- Mas eu vou morrer?

(...)

"Oh cum caraças... Aguenta-te NM, tu aguenta-te..."

(...)

- Vais filho... Toda a gente morre., digo eu com a maior naturalidade.

- Toda, toda, toda?!

- Sim, filho. Toda. Mesmo toda.

- Os polícias e os ladrões também?, diz o Baby já mais arrebitado e de olho muito aberto.

- Sim, toda a gente. Os polícias e os ladrões também.

- E eles também fazem anos todos os anos?

- Eles quem?

- Os polícias e os ladrões.

- Fazem, filho. Então não haviam de fazer? O tempo passa para toda gente.

- Mas mesmo todos, todos, os anos.

- Sim, filho.

- A sério? Os ladrões, também??!!!

- Sim, filho.

(...)

Silêncio...

(...)

- Mãe..., diz o Baby já outra vez pensativo e de olhar longínquo, enquanto se encosta a mim. 

- Diz, filho..., digo eu enquanto lhe seguro a mão, que eu cá sou mãe que está lá para as mais profundas dúvidas existenciais. 

- Olha...

- Diz...

- O que é hoje o jantar?

(...)

(...)


Não correu mal, vá... 

domingo, 24 de fevereiro de 2019

"De certeza, mãe. De-cer-te-zi-nha."

Ao fim da tarde de Sexta o Baby começa a fazer febre. Só febre. Nada lhe dói. Só tem febre.
Dormiu comigo. Entre o delírio da febre só falava no feijão "fade". E assim se manteve.
Há dois dias.
Há dois dias que se queixa que faz febre porque comeu feijão frade na escola.
Que "a culpa nem é bem bem do feijão, mas sim da casquinha… Sabes mãe?! Aquela casquinha… Comi… Olha…"
Já lhe disse que não, que de certeza que não. Mas ele não se cala…

Há dois dias… "Bolas... Aquele feijão fade..."

(…)

Se hoje volto a sonhar com feijão não respondo por mim.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pois... Get used to it!

[NM] Jr., eu e o pai acabámos de marcar uma viagem à Madeira nas férias da Páscoa.

[Jr.] Oh... E não me pediram opinião?

[NM] Então?! Não queres ir à Madeira?!

[Jr.] Quero!... Mas preferia ir aos Estados Unidos...

(...)

Pois...
Também eu, meu bem. Também eu...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

10-0? Pfff.... Grande coisa!

Passei dois anos da minha vida, um sábado a cada três semanas, a rapar um frio de cão, em estádios perdidos no meio de nenhures, sentada em bancadas de cimento a assistir a goledas assim... 

Torneio após torneio.

(...)

E nunca vi os pais dos meninos da equipa adversária a atirarem foguetes!



Agora não... Este ano já dão luta.

E só o criador sabe o quanto me orgulho do "raçudo" que é o Jr.
Jeito inato para a bola?! Zero. Ze-ro! Insistência, empenho e dedicação? Toda.
Já tem posição fixa. É central. Meia leca de gente, que insisite e insiste, e corre e corre, e que estou sempre a ver quando lhe dão uma trouxada nas pernas para que pare quieto.
Há treinos consecutivos que ganha o prémio de marcar um penálti extra por ser o que treina com mais afinco.
Meu rico menino.

Tenho orgulho, sou mãe, deslargai!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A nuvem.

Marido e eu temos os telemóveis a fazer upload automático das fotografias para uma pasta partilhada na Nuvem (depois da Rede, podiam tentar a Nuvem... Estou em crer que também haverá histórias catitas).

Deu-se o caso de eu precisar de uma fotografia e de não conseguir transferir desde o telemóvel.
Vou buscá-la à Nuvem, pois claro.

Lá chegada dou com uma fotografia que... Hã?!?!!


Marido está no Luxemburgo.
Marido haveria de ser a última pessoa nesta vida que eu imaginaria a fotografar comida.

- "Então?!! Agora és dos que fotografa comida?!! Que se passa?"

- "Oh, foi especial. Era chef de estrelas Michelin. O chef do Grão Duque..."

(...)

Hum...

(...)

Macacos me mordam se aquilo não é um douradinho.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ei-la!! The only and one.



A única agenda no Mundo (no Mundo, hã!) que cumpre os requisitos mínimos:

- tem argolas
e
- tem vista semanal
e
- capa plastificada mole
e
- é pequena e leve
e
- tem elástico
e
- tem sítio para pôr cartões nas contracapas
e
- tem marcador.

Veio de Itália.
Coisa phyna, para que saybays.
Mays perto não havya.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O humor de bom gosto é de família está visto...

Diz a minha tia:

- Jr., Jr... Anda cá filho, anda cá que a tia tem uma notinha de 100€ para te dar...

Lá vem ele a correr, quase a derrapar nas curvas e...


Ahahahahahah

A expressão dele... Ai senhores, a expressão dele!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Toda a gente diz o mesmo...


Tanta gente diz tanto isto, que às tantas já só me parece daquelas coisas que se dizem por que sim. Como quando se fala do tempo. Não aquece nem arrefece e dá-se um chega para lá ao silêncio.
Mas…
A questão é que o tempo se me passa muito depressa. Tão depressa. E quanto isto me frustra.
Vivo sempre a mil. Ando sempre cansada. Sempre a correr. Sempre a fazer. Trabalho muito, festejo muito, brinco muito, penso muito, vivo muito. Tudo muito. Sempre muito. É muito.
No outro dia dizia-me uma amiga minha que isto é um contrassenso. Pois se faço tanta coisa, se o tempo me dá para tanto… (Que dá!) Racionalmente, deveria olhar para trás e ficar surpreendida com o tanto que fiz em tão pouco tempo.
Pois era.
Só que não.
Sinto sempre que o tempo se me escoa por entre os dedos.
2018 foi particularmente ridículo. Foi… Zau! Schhh… Pum! 2019! Hã?! Como assim?

É como agora enquanto escrevo numa pausa… Olho para o canto inferior direito do ecrã. “Como assim, 14h45?” Como, se parece que ainda agora aqui cheguei e já estou quase de abalada?…

Não percebo.

Como se regula o relógio de dentro? Alguém sabe? (No Google não encontro nada...)

domingo, 27 de janeiro de 2019

"Oh mãe, ora prova estes rebuçados... São mesmo mesmo bons..."

- Ai são?!

- São. Foi uma amiga da avó que os trouxe do Japão... Do Ja-pão, imagina!

- Hã?! A sério?! Tens a certeza?

- Tenho!! Ora prova, vais ver como são boooons.

(...)

- Oh [sogra], de onde vieram estes rebuçados?

- Foi uma amiga minha que os trouxe de França.

(...)

- Oh Jr.... Vês... Os rebuçados não vieram do Japão. Foi da França, filho.

- Hã?! Da França?? Só?? Isso é perto, não é?

- É. Logo a seguir a Espanha.

- Ooooh... Bolas... Estavam-me a saber tão bem!!!

(...)

??!!!

Ok...

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Cada coisa a seu tempo.

O Jr. joga um jogo de futebol, o FIFA Mobile, daqueles em que se vão ganhando pontos e jogadores e tal. Foi construindo uma equipa e lá andava a fazer umas tarefas a umas determinadas horas, o que lhe permitia ter jogadores muito bons. Mais ou menos isto, não sei bem nem quero ser; o pai que tutele. No dia anterior tinha-lhe saído o Suarez e até ao fim da semana tinha a possibilidade de ganhar, imagine-se, o Messi. Andava louco com tal possibilidade.

Deu-se foi o caso de, numa noite já tarde, o quadro da luz ter ido abaixo e o rapaz ter ficado sem internet enquanto jogava. Depois carregou lá nuns botões e... Tau, sem querer fez reset à conta. Lá foi tudo com o caraças. O drama, o horror, a tragédia! Chorou que se fartou. Marido lá o tentou acalmar, que ia tentar, que ia fazer tudo para lhe recuperar o status, que, que...

No dia seguinte lá seguiu para a escola, a controlar-se para não chorar, e marido lá repetiu as promessas.

O dia passou. Marido lá investigou, lá contactou administradores, mas nada a fazer. O Jr. tinha ficado com a conta limpinha, limpinha. Dois meses de trabalho árduo deitados pelo cano.

Marido vai ao fim da tarde buscar o Jr., que estaria ansioso à espera de notícias.

Marido aparece à porta da sala do ATL e, evidentemente, não levaria a cara mais animada do Mundo.
Jr. arruma as coisas e despede-se da professora.
Saem do ATL.
Jr. dá a mão ao pai, suspira e diz:

- Pai, antes de me dares as más notícias e eu desatar a chorar, posso-te contar uma anedota que aprendi hoje?*

(...)

Jr. conta a anedota.
Riem-se os dois.
Param de se rir.
O Jr. suspira e diz: "Ora então diz lá.".
O pai disse.
O Jr. chorou.

(...)

E se isto não é uma organização mental de se lhe tirar o chapéu, já não percebo nada de nada.

* A anedota?

- Sabes o que é que um burro diz para outro burro?
- Estou burrado!

Ahaahahahah

Positivismo, sempre!

As saídas de uma semana de trabalho, quer minhas quer do marido, são regulares e passam-se bem. Começa-se na rotina da semana, as crianças vão à escola e às suas atividades e em menos de nada já o ausente está de regresso. Desta vez, foram duas semanas, meteu-se um fim de semana e, parecendo que não, o sair da Europa releva.

O Jr. pediu-me que lhe trouxesse uma camisola de futebol do Brasil do Neymar (o mais novo pediu-me massa à bolonhesa, don't ask). Eu achei um pedido bom e razoável - na verdade, acometida não propriamente de remorsos mas de algo similar, aceitaria qualquer pedido. "O Cristo Redentor, meu filho?! Queres que a mãe te traga o Cristo? Com certeza, meu bem. A mãe traz." Mas bom, regressando, à camisola... Da última vez que estive no Rio foi em 2016, ano de Jogos Olímpicos, e camisetas do Brasil ("camisolas" lá são camisas de dormir de senhora) saíam debaixo das pedras. Não havia esquina onde não se vendessem. Mas desta vez... A verdade é que os dias foram passando, o tempo para passeio foi praticamente nulo e camisolas da seleção nem vê-las. Depois de ir a duas ou três lojas de centro comercial, peguei no telefone liguei para umas quantas cadeias e... Nada! Pois sim senhora... Falo com o Jr:

[NM] Olha filho, não encontro camisolas do Neymar, nem sequer do Brasil. Está tudo esgotado.

[Jr.] Oh...

[NM] É, disseram-me que estão à espera das novas da Copa América que vai ser este ano, e que as últimas da Copa do Mundo já acabaram.

[Jr.] Oh...

[NM] Levo-te uma de um clube, ok? Dessas arranjam-se fácil.

[Jr.] Pode então ser uma do Corinthians?

[NM] Isso não é de São Paulo?

[Jr.] É.

[NM] Oh filho... Isso ainda é pior... Estou no Rio, lembras-te?

[Jr., já no gozo] Então do Santos!

[NM] Do Santos dá?, pergunto aos colegas

{risos}

[NM] Oh piadético... Tem de ser um clube do Rio...Tens [eu a receber indicações de colegas] Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense... Olha... Queres uma do Vasco da Gama? Os amigos estão a dizer que todos os portugueses que moram aqui são do Vasco...

[Jr.] Pode ser. Uma qualquer. O que for mais fácil. Por mim tudo bem. Não te preocupes com isso.

{Orgulho, hã. Oito anos de gente, com mais maturidade que muito adulto que por aí anda.}

Eis que se não quando amigos cariocas entram em campo. No centro da cidade, lá no sei aonde, pois que de certeza que haveria. Se não houvesse lá haveria noutro não sei aonde. Era só o que mais faltava deixar o moléqui desconsolado.

E... Havia!



Houve só um pequeno problema... Não havia camisolas de criança e trouxeram-me a mais pequena de adulto que encontraram. O Jr. é magrinho e era evidente que lhe ia ficar gigantesca.

Quando viu a camisola o Jr. ficou louco da alegria porque contava que eu não a tivesse conseguido. Depois, confuso, perguntou se era para o pai. Expliquei-lhe, que era para ele, mas que não havia de criança. Que os amigos tinham sido muito fixes, e dispensado muito do seu tempo para encontrar aquela; era uma camisola muito especial.

[Jr.] Pois é... E é muito muito fixe!! E sabes... Eu até prefiro que seja assim grande. Ainda bem que não havia do meu tamanho.

[NM] ?? Preferes?! Como assim?

[Jr.] Prefiro. É que assim... Não a visto, mas também não se estraga!!... Já imaginaste se eu a estragasse?... Podemos pendurá-la na parede do meu quarto?

[NM] Podemos.

[Jr.] Que sorte tive, hã?! Assim vai durar para sempre.

[NM] Sim. Que sorte!

(...)

"Não a visto, mas também não se estraga." Jr com o copo sempre meio cheio.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

That's all, folks!


Adoro o Rio de Janeiro.
Saio sempre a querer voltar.

Se morava aqui?!
Tendo eu filhos pequenos definitivamente que não.

Se não tivesse filhos?!

Hum...

'Xa eu pensar aqui...

Hum...

...

Acho que também não.

Acho, não sei bem.

Brasil

 "Caixinha"?!

Não pô, "Porta treco"!


Banana Ouro.


Cariocando.


Ainda tenho os pés inchados. Muito inchados.
Tenho uma picada de mosquito numa perna que já leva o tamanho da minha mão.
Tenho trabalhado como um asinino.
Estou aqui há 12 dias e ainda não vi um turista.

Mas no que respeita à comida e à companhia,
lá isso...


terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Desgostosinhos com o trabalho?

Lembrai-vos que podíeis ser ascensoristas.


Então... É alguém que está sentado dentro de um elevador a carregar nos botões dos andares para onde as pessoas querem ir. É uma espécie de elevador comandado por voz.

Dizem-me que está na lei, que elevadores de edifícios públicos com mais de não sei quantos andares têm de ter ascensorista.

Deve ser um trabalho espetacular, hã?
Todo o dia a fazer palavras cruzadas...

sábado, 12 de janeiro de 2019

Passeios.

Adoro visitar supermercados. Sim "visitar"... 

Não há viagem que faça que não visite uns quantos.

Hoje enchi-me de coragem e fotografei.





Podia dar-me para pior, haveis de concordar.




terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Daquilo de calçar sapatos alheios, do "Eu nunca" ou de como 2019 promete.

Vou estar nas próximas duas semanas no Rio de Janeiro.

Está um calor que não se aguenta. (E a impressão que me mete ver a minha malta do outro lado do Atlântico cheia de roupa?! Credo, não sei como aguentam.)

Trinta e seis horas após a minha chegada, e os meus tornozelos ainda... Enfim...

Ficheiro:Asian elephant eating02 - melbourne zoo.jpg

A foto só não poderia ser minha porque não parto a fruta com os pés.

As elegantes sandalocas número 1 que trouxe perderam a sola nas primeiras três horas de funcionamento.

As menos elegantes, mas ainda assim compostinhas, sandalocas número 2 quase não apertam e são finas e escaldei a planta dos pés.

As "pronto, vá, no Rio até escapa" havaianas não entram.

As sapatilhas que vão quase sempre bem, desde que ainda bem brancas, que trouxe na viagem não são sequer opção.

Se hoje me consegui deslocar do ponto A a ponto B, pelo meu gigantesco e trombalhudo pé foi graças a umas Birkenstock emprestadas. Vindas da Noruega. Faz todo o sentido.

(Bem confortáveis, caraças...)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019