quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ninguém me tira da ideia que foi alguma praga que me rogaram por contribuir para a poluição (sonora, pelo menos, há que admiti-lo sem rodeios) da tal região a Sul no tal mês.

Que alma?!

Que alma é que é picada por uma - UMA! - melga (ou mosquito, ou o caraio, que alma nada sentiu) a uma Segunda (ali bem no meio das sobrancelhas que é para o povo todo poder apreciar devidamente o espectáculo), começando Terça ao fim da tarde (24 horas depois, note-se) a tal da mediana borbulha a crescer desalmadamente, começando a tal da alma a ser carinhosamente apelidada pelos seus amigos de "unicórnio"?

Que alma é que, tendo sido picada a uma Segunda entre as sobrancelhas, acorda Quarta completamente desfigurada, quase sem conseguir abrir os olhos. Com dificuldade em respirar, gânglios inchados e vista turva. Sem conseguir usar óculos de sol de tão inchado que tinha o nariz?

(...)

Resumo hospitalar:

- Shot de cortisona para a veia;
- Shot de anti histamina para a veia;
- Cinco dias de anti inflamatório 12h/12h;
- Dez dias de anti histamínico 12h/12h.
- Dez dias de pomada com anti histamínico e antibiótico 6h/6h.

(...)

Um mosquito. Um! Mosquito!

Que alma se permite a uma tareia de um mosquito?
Ou uma melga.
Ou o caraio.



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Nem sei o que me causa mais espécie...

- Se pessoas inteligentes e vividas serem escravas do trabalho, mesmo não se sentindo particularmente felizes no exercício de;

- Se pessoas inteligentes e vividas se aborrerecerem com merdinhas sem jeito nenhum.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Luna is overrated.

O pediatra fez-nos o ultimato da chupeta. Verdade verdadinha que o Baby já praticamente só a usa para dormir mas sempre que está em casa e lhe bota os olhinhos... Zau!! "Pépé" na boca! É aquele saboroso pecado, de quem bem demais sabe que não devia.

Na última ida ao pediatra ele bem ouviu o ralhete, que já não tinha jeito nenhum, que já era um homem e que estava a ficar com os dentes tortos, que tinha de largar aquilo.

Ora, a chupeta que ele tem já é única e é das primeiras que teve (que entretanto com o uso foi crescendo e crescendo e crescendo)... É portanto insubstituível. A outra que tinha rasgou-se (tanto cresceu...), pelo que estamos por dias de resolver a questão por falta de utensílio.

Mas bom... Como estava eu a contar, o Baby bem sabe que a chupeta é proíbida, que só mesmo para adormecer... E, e... Já nem para isso devia ser.

Estávamos nós em casa a curtir um domingo de ronha, quando o vejo entrar no quarto... Ele, de costas para a porta, olha para cima da cama, vê o kit de segurança: chupeta + fralda, julga-se sozinho e... Zau! Chupeta a caminho da boca.

Eu, qual Lucky Luke, faço-lhe um sonoro: A-hã!!, as in "é que nem penses", que o atinge pelas costas...

Ele olha para trás e com a chupeta na mão, encostada à boquinha ainda aberta, diz:

- Eu ia fajê axim...

E começa a massajar os cantos da boca com a chupeta. Eu atónita a olhar para ele sem saber muito bem se desatava às gargalhada ou aos berros, e ele lá seguia com energéticos movimentos circulares... Já na bochecha...

- Bês... axim... Óia!!!

Sempre com precisos movimentos circulares já levava a chupeta na testa:

- axim...  ia fajê axim... E é pexiso fajé na caínha toda... 

Eu olho para ele, com os olhos muito arregalados, a apertar os lábios o mais que conseguia... Por favor criador, não permitais que me desmanche aqui em gargalhadas. Eu não posso. Eu tenho que educar. E ele não pode. Fazei com que eu tenha forças...

Nisto ele olha para mim, pára com a "massagem", e no pináculo da mais pura da sonsice - SON-SI-CE! pura e dura, pergunta a fazer-se de muito sério:

- Puque tás a olhá axim pa mim?! Também faiz mau aos dentinhos fajê axim com a chupeta, faiz?! 

(...)

É tão, mas tão, difícil educar este meu filho...