terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os meus comentadores põe-me a pensar em coisas muito estranhas...

Cenário (Vamos esquecer miudezas, ok?):

Quereis muito adoptar uma criança. Iniciais o processo em duas instituições distintas ao mesmo tempo (sim, sei que é impossível, pelo menos aqui em Portugal, mas isto sou só eu aqui a inventar). 

No mesmo dia cada uma das instituições diz-vos que tem uma criança para vos apresentar. Ides conhecer as duas. Gostais igualmente das duas. Uma tem três meses e sabeis que é filha do Dexter e da Hannah Mackay. A outra tem dois anos recém feitos e genética sem nada a salientar, mas viveu toda a sua (curta) vida num ambiente disfuncional (pai batia à mãe, mãe berrava ao pai, panelas a voar, a criança a assitir a tudo... bom... estais a ver, não é?). Nenhuma das crianças foi fisicamente mal tratada e qualquer uma das duas será rapidamente adoptada por pessoas tão capazes como vós.

Qual "escolhieis"? (Desculpai a crueza da semântica mas é mesmo disto que se trata.)

Mais uma vez isto sou eu aqui a inventar sem ter opinião formada sobre o assunto...

36 comentários:

  1. A miúda dos dois anos... A probabilidade de vir a ser um adulto funcional é maior do que sendo filha do dexter :p (isto supondo que a taradice dele era genética e hereditária...)

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    1. Suponho que haja uma predisposição genética para as doenças psiquiátricas sim...

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  2. Ó NM. Francamente! Isso é lá questão que se ponha?
    A dos dois anos, sem laivos de dúvidas. Já com os dentinhos todos, as vacinas em dia, as pequenas mazelas debeladas, as gripes também já curadas, a fazer cocó e xixi no pote. Essas coisas todas que fazem nos bebés de três meses gastar-se uma pipa de massa.

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    1. Nas tem dúvidas de que assim seja para muita gente?

      Pessoalmente, quero muito acreditar que mais que o factor genético, o factor "ambiental" é fundamental no desenvolvimento do caracter de uma criança e com 3 meses ou dois anos ainda se vai muito a tempo de lhes transmitir os valores fundamentais.

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    2. Mirone, a questão é que na recém nascida o que lá está lá está... Em princípio os valores são todos da tua responsabilidade ou será que está destinada ao crime de sangue?

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    3. Corvo, já cá volto! :)

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    4. Como assim Corvo?? Então pôs-me a pensar nisto... Disse no outro post que há crianças que já nascem malvadas... Mas então nascem malvadas como? Há de ser pela genética, não?

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    5. Não sei! Eu só disse, e reitero, que os adultos, ou ainda em precoce idade que demonstrem instintos de malvadez, já nasceram malvados.
      Mas podendo ter com a genética, também pode não ter.

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  3. Pipocante Azevedo Delirante29 de outubro de 2014 09:53

    Genetica vs Ambiente?

    Acho que ainda ninguém respondeu a essa...

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    1. Nem ninguém nunca vai responder PAD! Vá por mim que eu percebo destas coisas. Há demasiadas variáveis em jogo...

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  4. Creio que nenhuma opinião preencherá todos os requisitos. Os adotantes devem ter em mente que adotar uma criança não é o mesmo que ir ali ao canil escolher um cão. A criança mais nova terá mais hipotes de ser adoptada, a de de dois anos, talvez consiga sair da instituição (contando com todo o processo) já depois dos 4. Com quatro anos perde ainda mais hipoteses de vir a ser adoptada e fica cada vez mais traumatizada e deprimida.
    Se é para ajudar, se é para dar oportunidades às crianças, então parece-me que se uma criança que só conheceu uma família disfuncional, sem amor e sem atenção, deva ter a 2ª oportunidade de voltar a acreditar e confiar nos adultos. Eu, caso se acendesse a chama do amor ao olhar para essa criança, preferia. Isso da má genética e da má educação há até nos nossos próprios filhos, sem que conseguimos muitas vezes controlar. È uma carta muito bem fechada.

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    1. Sim babe... Mas esquece todo o resto, da probabiliade de adopção, do tempo na instituição, da "chama"... É uma hipótese teórica. Podendo (e tendo de) escolher? O que achas que causa mais "danos"? Má genética ou mau ambiente?

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  5. Vou confessar muito baixinho que, apesar de ainda não ter 90 anos e de viver no século XXI, quase não vejo televisão e por isso tive que ir ver quem eram aqueles dois senhores para poder responder ao repto.
    Depois de devidamente informada , venho dizer que não sei responder.....:)

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  6. Mas acho que escolhia a de 2 anos

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    1. Eu também... Quer dizer... Acho eu!

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  7. Provavelmente a mais velha.

    (não é à toa que as crianças mais procuradas para adopção não são os recém- nascidos mas sim bebés entre 1 e 3 anos...)

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    1. Porquê? Qual é o problema de adoptar recém nascidos? À partida até se criarão laços mais rapidamente...

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    2. Porque numa criança mais velha consegues ver traços de personalidade, assim como despistar doenças impossíveis de serem despistadas em recém-nascidos, como o autismo, por exemplo.

      (um abraço muito apertado, minha querida)

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    1. Então?? Em princípio qualquer criança que esteja para adoptar não terá um historial fácil...

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  9. Um grande, grande beijinho para ti, my love.
    (a inserir no post de cima)

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  10. Embora ainda não tenha percebido qual a origem deste post (nota a minha fé em vir a entender :P ), julgo que não há uma resposta que pudesse dar, assim, sem mais.

    Tinha que, de facto, ter estado nesse encontro e a escolha teria que ver com a empatia que eventualmente criasse com uma das crianças. Mesmo querendo ser mãe, podia neme scolher nenhuma delas se não sentisse alguma coisa por uma das crianças.

    (Era por aqui? Era isto que queria saber? :P )

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    1. Nim Melissa... :D E isto só me ocorreu porque comentar num post anterior que algumas crianças já nascem más... Só foi por isso. A questão que se põem é meramente teórica. Imagina que tinhas gostado igualmente das crianças. O que é que te assustaria mais? A má genética de um recém nascido ou o mau ambiente vivido por uma criança maior?

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  11. Oh pa, eu tentava trazer as duas. E depois descabelava-me com a falta se tempo e a chatice de ter dois bebes pequenos. Ou então fico quieta que estes dois já me dão trabalhinho que chegue

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  12. Epá, eu conheci uma senhora que teve de DEVOLVER um puto adoptado. Sim, um puto que à enésima tentativa de mandar o irmão escadas abaixo, de pegar na faca de cozinha e olhar lascivamente para a mãe (com 5 anos), depois de manipular o pai contra a mãe, depois de roubar e mentir e agredir os colegas, teve de o devolver. E curiosamente a família que o adoptou depois também o devolveu. E a seguinte idem. Há mesmo psicopatas.

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    1. Ou talvez tenham criado um psicopata ou o que acha que faz a uma criança ser devolvida?
      Essas atitudes que relata podem ser mentira, podem ser inventadas ou exageradas. (claro que também pode ser do "puto" só que ninguém diz que quer devolver crianças porque o cão da familia não gostou da criança -isto já aconteceu cá em Portugal.)

      Depois, as pessoas têm que entender que as crianças não vêm bem, vêm com problemas e vão passar longos meses a testas os pais para ver se também o vão abandonar. Essa "mãe" adoptiva mostrou bem que o receio dele era verdadeiro, e a seguinte idem. Porque há pessoas que só vão adoptar para Inglês ver e assim que se torna complicado desistem. A meu ver, qualquer familia que devolvesse uma criança seria impedida para sempre de tornar a adoptar outra criança - para bem das crianças.

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    2. Eu fiz voluntariado numa instituição e não sabia até ai que se podiam devolver crianças. Chorei muito por elas e com elas e pensava sempre se devolveriam os filhos se fossem biológicos... E já agora a quem? Adoptar é um acto de amor igual ao de ter um filho, ou isso ou não tentem sequer adoptar

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    3. Pois que nem sei que vos diga...

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    4. Sinceramente, acho que o problema não está em quem os "devolve", caramba, só a palavra me enoja, parece que estamos a falar de camisolas com defeito, mas em quem os "entrega", a pessoas que os poderão devolver.
      Adoptar uma criança profundamente traumatizada não é para toda a gente, não é mesmo, exige um amor e uma abnegação muito maior do que a que temos para os nossos próprios filhos. E nós bem sabemos que por vezes nos apetece rifá-los. Só que não rifamos, em vez disso arranjamos outra dose de paciência.
      Concordo com tudo o que disse o anónimo, as crianças têm realmente medo de ser abandonadas, só quando o adulto lhes prova que por mais porcaria que façam ele está ali, estará sempre, é que param. É um processo doloroso, que exige muito tempo e disponibilidade mental e que não é para todos. E isto não é uma crítica, cada um é capaz daquilo que é capaz, eu acho que não teria perfil para lidar com uma criança traumatizada, por exemplo.
      E sim, quem devolve uma criança deveria ser impedido de adoptar nas próximas vinte vidas, a bem das crianças e de todos os que terão de lidar com essas crianças que se podem tornar adultos problemáticos.

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    5. Sim, a senhora não pôde adoptar mais nenhuma criança e além do mais teve de ser responsável pelo sustento financeiro da criança até à idade adulta. De qualquer das formas, se o miúdo foi adoptado com 4 anos e aos 5 foi devolvido por medo da senhora de correr risco de vida, ela saberá melhor que ninguém como era o miúdo. E as duas famílias seguintes também, porque há mesmo gente que nasce torta e não se endireita. Digo eu, que só sei da história superficialmente. Mas sim, por isso é que não me meto em adopções, sei que não tenho força mental.

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    6. Não é para qualquer um não... Os nossos são os nossos, não é? Tortos ou direitos é o que há... Uma criança adoptada.... É preciso outra fibra..

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