segunda-feira, 4 de setembro de 2017

É só, pronto, um "suponhamos"...

Suponhamos que, finda a licença de parentalidade, uma dessas pessoas que violentamente se insurge contra toda e qualquer associação de género (a cartilha manda dizer "estereótipo", não vá a negatividade não ser evidente) precisa de um(a) baby-sitter (M/F, obviamente) para cuidar de um(a) filho(a) bebé, de cinco meses, durante as, sei lá, oito horas em que precisa de estar ausente de casa por motivos profissionais.

A pessoa põe o anúncio, seleciona e entrevista candidatos. Chegada ao fim do processo a pessoa tem dois candidatos nas mesmíssimas condições (recordo que este é um exercício meramente teórico): mesma experiência, mesma empatia, enfim, mesmo tudo. Dois candidatos em exacto pé de igualdade.

Só que um calha de ser homem e outro de ser mulher.

Fazendo juz ao que apaixonadamente versa e defende a tal pessoa resolve a situação e escolhe a pessoa que lhe vai tratar do(a) filho(a) atirando uma moeda ao ar, verdade?

Adenda:

Reformule-se a questão, que diz que está difícil de perceber o meu ponto.

Filipe,

Estão nas mesmas condições de contratação... Bolas, está difícil de perceber um exercício TEÓRICO.
Reformulando... Imagine que só há duas pessoas no mundo disponíveis. Pronto. E que não sabe nada delas. Uma é homem, outra é mulher. E tem mesmo de deixar o seu filho a uma delas. Qual escolheria? Pronto, é isto!...

118 comentários:

  1. Respostas
    1. Oh, então?! Como assim?

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    2. Porque apesar de um ser homem e outro mulher, que aparentemente é a única coisa que os distingue, não vais ser fácil escolher. Entendo que a tendência seria escolher a mulher, mas há homens que conseguem ser fantásticos com crianças.

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    3. Obviamente. Mas tendo de escolher às cegas quem escolhias?

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    4. Escolhendo ás cegas...
      Ora bem, fechava os olhos e fazia "ti ti ti gosto mais de ti"...
      Estou a brincar!!!
      Eu sou muito esquisita a escolher pessoas, tinha mesmo que ver, não conseguia escolher ás cegas. Quando tenho que selecionar alguém para o escritório é um filme, nem quero imaginar se tivesse que escolher para tomar conta de um filho. É também por isso que não equaciono sequer a hipótese de ter filhos. Até quando deixo o meu gato em casa da avó (a saber, da minha rica mãe que adora gatos) saio de lá a chorar, olha se fosse um filho. O que costumo fazer em situações assim é seguir o meu sexto sentido, costuma resultar. Segue o teu também...todas temos um e costuma ser bem apurado.

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  2. Sendo as condições exactamente as mesmas, como supõe (improvável, mas é a hipótese segundo trabalhamos de momento), sim, atiraria uma moeda ao ar ou escolheria a pessoa com quem simpatizasse mais (critério tonto e injusto, mas também o é o da moeda).

    Não tenho a certeza de perceber onde queria chegar com a pergunta.

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    1. Filipe,

      A premissa é as condições serem exactamente as mesmas pelo que não há o "ou" que refere. Neste cenário simpatizaria de igual forma com os dois candidatos.

      Mas parabéns hã!! Se ponderaria escolher um homem para embalar durante tempos infinitos enquanto cantava em tom nelodioso "eu perdi o dó da minha viola", dar banho, pôr a arrotar e colocar o bebegel a um filho recém nascido seu... Eh pá, parabéns!

      (Não tem filhos nem muito contacto com bebés, pois não?!)

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    2. Remova-se então o "ou" e fiquemos com a moeda. A não ser que esta caia em pé, caso que o meu professor de Probabilidade nunca se cansava de mencionar nas aulas...

      Não entendo, continuo sem entender. Teria havido, como diz, um processo de selecção. Teria havido entrevistas. A selecção produziu dois candidatos finais, um homem e uma mulher. Se estão, como diz, nas mesmíssimas condições, porque é que me pergunta se acho que um homem o punha a arrotar tão bem como a mulher? Não estão nas mesmíssimas condições?

      Se me disserem que, estatisticamente, as mulheres são mais competentes que os homens a tomar conta de crianças, eu até posso acreditar e agir em conformidade. Mas agora pergunto eu: não acha que essa situação, a verificar-se, também é fruto da existência de estereótipos de género e desigualdades na forma como a sociedade encara o papel de cada género?

      Finalmente: não, não tenho. Não tive irmãos mais novos e não tenho filhos. Apanhou-me. Parabéns para si também. No entanto, perguntei à minha companheira, que tem muito mais contacto com crianças pequenas e bebés do que eu, e ela deu-me a mesma resposta que lhe dei a si. Vale o que vale.

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    3. Num cenário ideal, um filho recém nascido não deixaria com ninguém. Ao final do primeiro ano/9meses, sim deixaria com qualquer um dos dois. Nitidamente iria tentar ter referências de ambos. Acho esse seu último comentário muito injusto NM, sobre não ter filhos nem contacto com bebés. Sabes perfeitamente que o curso de professora ou educadora de infância, era trabalho para mulher assim como engenharias era curso para homem. Aos poucos isto tem mudado, mas ainda é muito frequente ouvir que educador de infância ou enfermeiro é trabalho de gays. Imensas mães renegam as capacidades dos pais em mudar as fraldas ou dar banho com a desculpa "eu faço mais depressa, eu faço melhor". Todas estas pequenas coisas, ainda toldam o julgamento da maioria das pessoas.

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    4. Filipe,

      Estão nas mesmas condições de contratação... Bolas, está difícil de perceber um exercício TEÓRICO.
      Reformulando... Imagine que só há duas pessoas no mundo disponíveis. Pronto. E que não sabe nada delas. Uma é homem, outra é mulher. E tem mesmo de deixar o seu filho a uma delas. Qual escolheria? Pronto, é isto!... Não imagino exercício mais simples que este...

      Quanto ao resto... Fiz uma pergunta. O Filipe respondeu. E eu dei os parabéns pela coerência.

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    5. Anónima (10:21), é muito chato isto de escrever um post com uma pergunta concreta, num contexto hiper restrito e receber comentários cheios de considerações pré concebidas, sobre generalidades.
      Mal comparado (mal comparado, repito, e não estou a referir-me ao seu comentário), faz-me lembrar aquelas pessoas que escrevem longos textos na internet sobre a fome no Mundo e não levantam o rabo do sofá para saber como podem ajudar os esfomeados da sua rua.
      Um exemplo, no noutro post que fiz sobre um acontecimento concreto, na minha opinião déspota e baseado num histerismo ridículo e mentiroso, o primeiro comentário que recebo é de um homem a chamar-me à atenção da desigualdade de género de que as mulheres são vitimas, como se eu (mulher, por acaso), alguma vez tivesse dito o contrário.
      Neste caso procuro uma resposta de sim ou não a uma pergunta concreta. Num cenário teórico, é certo. Mas uma resposta de sim ou sopas. Atirava a moeda ao ar ou escolhia a mulher?

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    6. A NM exemplificou no post: "mesma experiência, mesma empatia". Presume-se que a competência é também uma condição de contratação, ou estou a presumir demais? Se, nos parâmetros relevantes para uma contratação, estão em absoluto pé de igualdade, então não há um candidato melhor para o trabalho.

      A pergunta que me fez agora é diferente. Em princípio não entregaria o meu filho ou filha a nenhum. Tendo de escolher, num mero exercício teórico, venha a moeda.

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    7. Ah, e só outra coisa, anónima. O meu comentário de apostar que o Filipe não tem contacto com bebés tem só a ver com não saber (porque não tem que) o que cuidar de um bebé implica. Só foi nesse sentido.

      (E caramba... Que obsessão com as mulheres e a engenharia... Há muitas mulheres em engenharia, cada vez mais... A velocidade com que as mulheres estão a entrar em cursos masculinos é muitíssimo superior à entrada de homens em cursos femininos... Ponham-se cotas no acesso aos cursos... Isso sim era promoção da igualdade...)

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    8. Sim. Tem de escolher.
      Outra vez a moeda?
      Parabéns renovados.

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    9. Imagine-se que está a morrer. Sabe que morre dentro de segundos. Tem de entregar o seu filho a um de dois desconhecidos: um homem e uma mulher.
      Moeda, suponho...

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    10. Nesse cenário hiper restrito, em que os dois são perfeitos, sim atirava a moeda.

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    11. Não, não... Atenção!! Eu não disse que são perfeitos. Eu disse que estavam nas mesmas condições. Vou reformular o post. Assuma-se que não se sabe nada sobre eles...

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    12. Filipe, assumindo que não existem cartas de recomendação ou referências, explique-me como comprova a competência antes da contratação...

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    13. Eu sei NM, no comentário anterior estive para responder em ambas as situações, mas acabei por apagar. E para mim estarem nas mesmas condições é porque preenchem os meus requisitos de perfeição.
      Num cenário de não saber nada sobre nenhum deles, deixava com a mulher. Isto porque existe uma maior taxa de pedófilos nos homens do que nas mulheres, em compensação também existe uma maior taxa do síndrome de munchausen por procuração entre as mulheres.
      Essa questão colocada dessa forma, só enviesa as respostas. Para mudar um pneu furado, não sabendo nada sobre as pessoas também chamaria um homem. (ainda bem que existe a assistência em viagem)

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    14. Tem razão, não comprovo. Deixe-me então reformular. Se, com base na informação disponível, não me for possível estabelecer qual dos dois é o mais qualificado, então atiraria a moeda ao ar. Mas isto parece-me natural, visto que o relevante aqui são as qualificações e os elementos necessários à avaliação do candidato, não o que este tem entre as pernas.

      Sou um grande apreciador de exercícios teóricos, mas acho que a este escapa-lhe o relevante. A NM talvez ache que as mulheres são, em geral, mais qualificadas que os homens para tomar conta de crianças pequenas e bebés. Isso até poderá ser verdade do ponto de vista estatístico. Mas talvez fosse mais importante reflectir nas causas desse fenómeno.

      Não é o duplo cromossoma X que produz uma maior capacidade de pôr bebés a arrotar. Então o que é? Não é isto fruto de desigualdades relacionadas com o género?

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    15. O importante é discutir a paz no Mundo como dizem as misses, mas neste post eu queria uma resposta de sim ou não.

      Mas diz-me então o Filipe que tirando as associações ligadas à força e à reprodução, por motivos óbvios, não há diferenças biológicas (neurológicas, mais especificamente) entre homens e mulheres, é isso?

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    16. Porque é que enviesa as respostas? Não percebo... Talvez enviesasse se tivesse escolhido um exemplo onde se exigisse força física que os homens biologicamente têm mais... Não é o caso para se tomar conta de bebés.

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    17. E eu dei-lha.

      Não, não é isso que estou a dizer. Existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, nem todas ligadas à função reprodutiva. Não acho que tomar conta de bebés seja uma actividade suficientemente simples para que seja possível, atendendo a essas diferenças, dizer que uma mulher toma melhor conta de crianças que um homem.

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    18. Pois deu e eu dei-lhe os parabéns pela coerência.

      Filipe, outra pergunta para concreta para sim ou não.

      Acha que os cérebros de uma mulher e de um homem são funcionalmente, biologicamente, objectivamente, mensuravelmente iguais?

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    19. *Filipe, outra pergunta concreta para resposta de sim ou não. ;)

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    20. Não, não acho.

      Tendo em conta que as diferenças neurológicas entre homens e mulheres são tendenciais e não absolutas, isso não tem qualquer relevância para o assunto anterior.

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    21. Ora a aí caro Filipe.
      Tem toda a relevância.
      Se acha que os cérebros não são iguais (e não são, por métodos de medição objectivos) como pode jurar a pés juntos que a maior apetência para cuidar de bebés das mulheres não resulta, simplesmente, da biologia?

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    22. Não jurei. Não posso afirmá-lo, é certo. Nem a NM pode afirmar o contrário, naturalmente.

      A evolução não funciona com um propósito. Num mundo socialmente, culturalmente e tecnologicamente complexo como o nosso, no qual o progresso civilizacional é mais rápido que o evolutivo, os fenómenos são demasiado complexos para que se possam estabelecer relações causais desse tipo.

      Eu estou do lado da prudência, afirmando que o cérebro humano é complexo, cuidar de um bebé envolve muitas tarefas e competências, pelo que é também complexo, sendo portanto difícil perceber como uma coisa leva a outra. Na ausência de informação que nos permita concluir X, não concluo X. Assim, não uso a biologia como base para uma discriminação que pode não ter fundamento.

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    23. Por falar em X...
      O Filipe ali em cima às 11:26:

      "Não é o duplo cromossoma X que produz uma maior capacidade de pôr bebés a arrotar."

      Prudência Filipe, prudência.. Não é só dizer que tem, é preciso tê-la efectivamente.

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    24. Tem razão. Peço desculpa e retiro o que disse às 11h26 nesse ponto. Foi uma afirmação peremptória injustificada.

      De qualquer modo, o que disse em cima mantém-se. O ónus da prova no que toca a comprovar relações de causalidade do tipo mencionado acima não está em mim, mas em quem afirma que estes existem.

      Agora pergunto eu: acha que as diferenças percepcionadas entre homens e mulheres se devem maioritariamente a factores biológicos?

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    25. Não, não acho e já o disse (inclusivamente a si) variadíssimas vezes.

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    26. Foi o que pensei. Então e para tomar conta de bebés, as diferenças biológicas justificam, para si, que se prefira a mulher entre dois candidatos que em tudo o resto que se consegue perceber são iguais?

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    27. Justifica. Porque se trata do meu filho e não sou hipócrita.

      (Além de que acho que sim, que há uma apetência biológica para o cuidado por parte das mulheres.)

      (Acho. E o Filipe, como bem disse em cima, não pode provar o contrário.)

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    28. Mas eu não a acho hipócrita. Admito que as mulheres possam ser tendencialmente mais competentes que os homens a tomar conta de crianças. Mas não tenho acesso a informação que me permita comprovar isso, pelo que não encaro isto como mais que um preconceito, até ver.

      Acho, no entanto, que essa discrepância mais facilmente se explica através de factores sociais. Tomar conta dos filhos pequenos é uma tarefa que culturalmente se atribui tendencialmente às mulheres. Profissões que envolvam crianças são mais facilmente associadas às mulheres. Não é preciso pegar em explicações biológicas duvidosas; o cérebro humano é demasiado complexo para este género de relação linear.

      E não estou a tentar provar o contrário. Estou apenas a dizer que o fundamento científico para a posição que assume não é, nem de perto, consensual.

      A sua posição não é hipócrita, é reveladora de um problema social mais vasto. Justificá-la pela biologia tira importância a esse problema.

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    29. E digo-lhe mais Filipe. Sendo admitidamente abusiva porque não o conheço de parte nenhuma, duvido muito que o Filipe, posto na situação de com o seu filho nos braços ter de o entregar a uma de duas pessoas que estivessem atrás de uma cortina das quais só soubesse que um era homem e o outro mulher, hesitasse se quer em entregá-lo à mulher. Duvido.

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    30. Daqui a uns anos poderei, talvez, dar-lhe uma resposta mais informada. Fica combinado. ;)

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    31. Não justifiquei com a biologia, não comece a desconversara para levar a bicicleta à força. :D Disse que havia a possibilidade de, neste caso concreto. Possibilidade que o Filipe, nem ninguém, não pode dado o estado da arte contrariar.

      De resto,

      "Não é preciso pegar em explicações biológicas duvidosas"... Já pegar em "estudos sociólogos" do correio da manhã e em experiências realizadas com... Tcharan! dois (!!) bebés, é na boa...

      (Continua com dúvidas que os cérebros masculino e feminino são fisiologicamente diferentes, não continua?)

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    32. O facto de não se poder provar não dá a mesma probabilidade ou plausibilidade científica a ambos os lados.

      Aponte-me onde peguei em estudos sociológicos. Não precisa de tentar colar-me atitudes que não tive para tentar "levar a bicicleta à força".

      A minha posição, aparte um lapso pelo qual pedi desculpa, ficou clara em cima. Não estou a tentar defender a posição oposta à sua, estou a afirmar que a sua opinião se baseia em afirmações científicas não comprovadas.

      Não tenho qualquer dúvida sobre as diferenças entre o cérebro masculino e feminino. Dei-lhe uma resposta assertiva sobre isso acima.

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    33. Não pegou em estudos sociólogicos agora, pegou no meu outro post.
      Ou não pegou? (Diferença entre comentar logado ou em anónimo. ;))

      De resto, engana-se redondamente! A minha posição não se baseia em estudos nenhuns. A minha posição, a de que escolhia sem pestanejar a mulher, baseia-se numa única coisa: instinto. Simplesmente.

      (Acresce de ser um instituto que, à luz do estado da arte actual, ninguém pode compravar que está errado)

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    34. Tive de ir reler o que escrevi para tentar perceber a que se refere. Não citei quaisquer estudos. De resto, considero a sociologia perfeitamente legítima, desde que metodologicamente sã.

      A NM disse: "Além de que acho que sim, que há uma apetência biológica para o cuidado por parte das mulheres." Eu disse-lhe que essa posição não está fundamentada e que o ónus da prova lhe cabe a si.

      De resto, pode basear-se no que quiser para escolher quem quiser. Mas não pode fazer afirmações do domínio da ciência sem uma justificação apropriada e atribuir-lhe a mesma plausibilidade. Apenas isso.

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    35. "Filipe Gomes1 de setembro de 2017 12:41
      NM:

      (1) É certo que temos de prestar atenção a diversos factores quando analisamos esta questão dos cursos superiores e subsequentes carreiras. Mas existem dados suficientes para afirmar que existem poucas mulheres em engenharia, por exemplo, e não falo apenas no nosso país. O problema é especialmente grave quando a percepção da engenharia como "masculina" interfere directamente com a escolha de carreira. Mas ainda que não seja esse o caso da maioria, haveria que explicar esta discrepância; as melhores explicações encontradas até agora apontam para questões de igualdade de género e esterótipos de género."

      Até li duas vezes...

      "as melhores explicações encontradas até agora apontam para questões de igualdade de género e esterótipos de género."

      Essas "explicações" de que fala... Assumi que fossem estudos sociólogicos. Ou foram só bitaites de alguém?

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    36. E sim eu acho que há uma apetência biológica para o cuidado por parte das mulheres, mas a bom tempo acrescentei que é, simplesmente, uma questão de instinto. Simplesmente.

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    37. Filipe, pura coincidência e não tem nada a ver (ou tem tudo), mas nem de propósito tropecei agora nisto, que vem a propósito da questão do cérebro dos homens e das mulheres ser fisiologicamente diferente:

      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28777753

      Fresquinho. Agosto de 2017 e numa revista em primeiro quartil na área de psiquiatria e saúde mental desde 2003.

      (Note que se fala de análise de tomografias, não de inquéritos.)

      (É a isto que chama explicações biológicas duvidosas?)

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    38. Quando a NM escreve "Já pegar em "estudos sociólogos" do correio da manhã e em experiências realizadas com... Tcharan! dois (!!) bebés, é na boa..." não pode estar a referir-se a mim de certeza. Uma distância grande separa a observação que fiz daquilo a que aludiu. Pensei até que me tivesse confundido com outra pessoa.

      Em relação à minha observação, foi simplesmente: disse que existem discrepâncias de género na escolha de cursos e profissões e que as melhores explicações para tal se prendem com questões de estereótipos de género. O caso com o qual estou mais familiarizado é o caso das profissões ligadas à ciência e tecnologia. Se quiser posso procurar referências sobre o assunto. Mas não podemos, com seriedade, explicar isto por diferenças neurológicas ou cognitivas.

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    39. Qual das minhas afirmações perde fundamento com esse estudo? Perguntou-me, directamente, se achava que os cérebros masculino e feminino eram iguais. Disse, peremptoriamente, que não. Reafirmei-o abaixo.

      O que considerei duvidoso, se ler bem, é usar a biologia, a neurociência, etc., para justificar uma diferença entre a capacidade masculina e a feminina para tomar conta de crianças.

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    40. Pronto Filipe, tem razão!

      (Não sei se não percebeu, se não quis perceber, mas acabou-se-me a disponibilidade para si. É um direito que me assiste, certo?)

      (Não resisto... Se os cérebro são fisiologicamente diferentes se calhar algumas escolhas, nomeadamente as profissionais, até têm base (não só mas também) biológica. Obviamente que a sociedade interfere mas, às tantas e se calhar, não é causa-efeito e, se calhar, por muito que se empurrem bonecas aos meninos, o número de educadoras de infância continuará a ser superior ao de educadores porque, se calhar, a biologia assim o determina.)

      (Apostaria também que é muito novo e, se fosse alguém para tal, aconselhá-lo-ia a ganhar poder de encaixe. (Tambem por causa disso de estar familiarizado, como diz, com as profissões da ciência e tecnologia.
      Não se iluda, há sempre na plateia alguém mais capaz que nós. Prudência. Não se desculpe muitas vezes pelo que disse sem pensar.) Mas como não sou...)

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    41. Muito obrigado, era apenas isso que queria. Agora só tem de me ensinar a andar de bicicleta. ;)

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    42. Fica sempre assim contente quando desistem de si?

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    43. NM, refere "a maior apetência para cuidar de bebés das mulheres não resulta, simplesmente, da biologia?" Mas de onde conclui que as mulheres têm sempre maior apetencia para cuidar de bebes? Eu sou mulher, nao gosto de bebes, fujo quando os vejo mas mesmo assim as pessoas insistem em dar-mos.O meu marido ate gosta de crianças e a ele ninguem lhe passa o bebe. É uma estupidez e um preconceito brutal. Ainda na semana passada estive com uma conhecida que tem um bebe de 2 meses, claro que quando nos viu passou-me logo o bebe para o colo porque na cabeça dela e na sua é suposto eu querer pegar no bebe. Garanto-lhe que no seu exercicio teorico o bebe ficaria melhor com o meu marido do que comigo....

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    44. Anónima, eu não concluo nada, simplesmente levanto a hipótese de haver uma apetência biológica (tendencial e não absoluta, obviamente) das mulheres para o cuidado (não de bebés, necessariamente, mas para a prestação de cuidados, quer seja de pessoas crianças, idosos, doentes...). E digo isto porque os cérebros dos homens e das mulheres são fisiologicamente diferentes. Por métodos de medição objectivos conclui-se que as mulheres têm, por exemplo, maior actividade cerebral no cortex pré-frontal (que "tutela" tudo que tenha a ver com emoções, não só a auto gestão mas a percepção em terceiros, p.ex.) e os homens têm, p.ex., maior actividade nos lobo occipital que coordena tudo o que tenha a ver com a visão e com a percepção espacial. E isto é um facto, não é um palpite. A actividade cerebral é quantitativamente medida.

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    45. Pois eu vou mais longe. Eu suponho que na maioria dos casos até haja uma maior apetência do feminino para cuidar. Do mesmo modo que o masculino é em geral mais agressivo o que lhe vem da testosterona.
      É isso que explica o facto de haver crias na natureza com fêmeas muito mais presentes que machos.
      Não quer isto dizer que os homens não sejam incapazes de tomar conta dos filhos, nem que todas as mulheres sejam "dotadas" para a maternidade. Mas não duvido que haja um factor biológico a "empurrar" as mulheres para a maternidade e respectivos cuidados.
      Independente disto conheço homens maravilhosos com crianças, com uma paciência e pedagogia muito superior a mulheres.

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    46. Hã?! Vais mais longe que quem? Isso foi o que eu disse carai... :D

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  3. Verdade, NM. E, nessa altura, são subitamente acometido(a)s de uma inesperada fé para que a moeda, por milagre, caia com a face que diz "F" voltada para cima. É que não restam dúvidas de que somos mesmo todos iguais, mas já agora se p*** da moeda der uma ajuda, tanto melhor. Não foram ele(a)s que escolheram, note-se, que ele(a)s não discriminam, foi a moeda, daí que dê muito jeito que a moeda colabore.
    O seu exercício teórico também é válido para a hora de selecionar alguém para ir lá limpar-lhes a casa. Moeda ao ar e se der "M"... é que nem se hesita quanto a pôr dentro de casa um homem a passar a ferro as camisas da família toda.

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    1. Ou para selecionar alguém para pintar a casa ou fazer mudanças...

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    2. Exacto. E se a NM se lembrar de abrir uma empresa de mudanças... é contratar equipas de mulheres. E para estivadores? Como é que essa maltinha apoiou tanto a greve dos estivadores (sucessivas greves, melhor dizendo) e nunca se insurgiu por aquilo ser só homens? Que discriminação, Deus mio.

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  4. Com certeza! É um método tão antigo como a própria moeda.

    Ou então não, que por ser um método antigo está carregadinho de preconceito, e estereótipo e associações de género e todas as cargas negativas que possam existir.

    Que se atire a moeda ao ar para saber se o método da moeda é um método capaz (isto há cada coincidência...).

    :DDDDDDD

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    1. É que a própria da moeda, tal como a diferença entre géneros, é uma construção da sociedade...

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  5. Suponho que não valha a pena responder-te.

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    1. Tu escilhias logo o homem, não era?

      (Continuo sentada... :D)

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    2. Obviamente que sim. Não correria o risco de me usar os vestidos ou os sapatos, há que ver a coisa pelo melhor ângulo.

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  6. Eu também não vejo mal nenhum e há muitas coisas que o meu marido faz melhor às crianças que eu.
    O que eu queria era uma resposta para uma situação cega. NAO SABENDO NADA DE NENHUM E TENDO DE SER (desculpe as caps, não estou a gritar nem zangada, estou só a reforçar ;)), homem, mulher ou moeda ao ar?

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    1. Maria, desculpe, acho que apaguei o seu comentário sem querer... Fui buscá-lo ao email:

      Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "É só, pronto, um "suponhamos"...":

      Se o ponto de
      partida é igual, não vejo porque não dar igual oportunidade a um ou a outro. Se podemos ter referências iria à procura delas para ambos, se não fosse possível, tentaria um dia à experiência com cada um para ver se um criaria mais empatia com o bebé do que o outro.
      Não tenho filhos, mas tendo tomado conta de crianças não vejo qualquer mal, em havendo competência escolher um homem ou uma mulher seja qual a idade da criança.
      Conheço casais em que os dois tratam de igual forma os filhos, conheço casais, que mesmo em bebés é ele quem melhor trata dos filhos (sim, melhor!), não me espanta que isso também aconteça fora de casa.
      Aqui NM, we agree to disagree :)
      Maria

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    2. Escolheria a mulher.
      Joana

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    3. sei que é um suponhamos mas eu nunca consigo deixar de pensar com a realidade na ideia, e esse pressuposto, como bem disse no outro post sobre os estudos das ciências sociais, seria praticamente impossível de se verificar.
      Mas ok, vamos por-nos nessa realidade "alternativa", possivelmente até escolheria o homem, porque pessoalmente sempre me dei melhor com homens tanto na vida privada como na profissional. Pela minha curta experiência de vida, em ambientes profissionais sempre me dei melhor com homens do que com mulheres e isso poderia influenciar a minha decisão nesse caso.
      Maria (obrigada por ir repescar o comentário aos e-mails :) )

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    4. Mas a Maria não procura um amigo ou um colega de trabalho... Procura alguém para lhe cuidar do filho... É disso que falo.

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    5. certo, mas seria alguém com quem eu teria uma relação pessoal e profissional ao mesmo tempo. E a minha experiência diz-me que eu me daria melhor com um homem.
      Não podendo pôr os dois à experiência um de cada vez para ver a reação de ambos à criança e desta a eles, e sabendo que tudo o que eu avaliei anteriormente era igual nos dois candidatos e que isso me levou a escolhê-los aos dois como 'finalistas', iria optar seguindo a minha experiência.
      Como disse, não tenho filhos mas cuidei de crianças. Vivi com elas, desempenhei o mesmo papel que as mães e pais delas, que eram iguais, note-se, e sentir-me-ia igualmente segura a entregar um filho a um homem ou uma mulher.
      Maria

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    6. Eu também sempre me dei melhor com homens pessoal e profissionalmente mas para esta situação hipotética escolheria a mulher. Não se explica, apenas se sente ...
      Se calhar estou errada e se os visse a ambos podia ter uma ideia diferente. Mas sem mais informação escohia a mulher.

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  7. Este Filipe que a NM para aqui atraiu é uma "Capaz"? Suponho que já está de saída daqui para ir ali ao lado implicar, perdão, explanar com paixão os seus ponto de vista ao Tio Pipoco, verdade? Ou atirou a moeda ao ar e escolheu este blogue?

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    1. "Este" Filipe é uma pessoa com opinião e bem educada pelo que será sempre muito bem vindo a este blogue.

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    2. Fiquei aqui a pensar: este Filipe será a Cláudia Filipa do Tio Pipoco?

      (NM, poupe-se ao politicamente correcto com certas pessoas só porque usam a capa da educação extrema. A sério, não compensa. São tão ou mais perigosos que os outros, que ao menos são genuínos. As Capazes, de ambos os sexos, note-se, estão em todos o lado e assumem com toda a naturalidade a pele de cordeiros disfarçados de elevados níveis de educação e erudição.)

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    3. Gosto muito, muito da Cláudia Filipa. (Nem de propósito acabei de deixar um comentário no PMS nesse sentido.)

      Não é uma questão do politicamente correcto. Eu sou genuinamente democrata. Acho genuinamente que toda a gente tem direito à opinião. Toda! Concordem ou não comigo. O único que não tolero aqui no blogue é ofensa gratuita e só por isso tenho os comentários moderados.

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    4. *dos comentários da Cláudia Fiipa, bem entendido. ;)

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    5. Deixem as Capazes falar!!!

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    6. NM, ainda não passou uma manhã e olhe para o lençol que vai ali para cima. Aquilo não é falar, é querer ter razão à força. As Capazes não sabem debater, só sabem impor.
      Olhe, tal como disse a Ana Gonçalves no primeiro comentário... boa sorte com isso. Lembre-se apenas de que a NM tem dois filhos e a Capaz já disse não ter nenhum, logo tem toooodo o tempo do mundo para ficar aqui a papaguear tempos infindos. Boa sorte com isso NM.
      (a sério, esta gente que só quer repisar é pior que as anónimas más. Livra! É passar-lhes um almofariz para as mãos e deixá-los a brincar sozinhos, a moer, a moer...)

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    7. (Hoje por circunstâncias alheias à minha responsabilidade não pude trabalhar da parte da manhã, tive de esperar e tinha de me entreter com alguma coisa... :DDD)

      (Mas agora pronto, acabou o recreio. Agora só lá para a noite.. ;))

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    8. Reparei agora nisto. Não me passa ao lado a ironia de haver quem, comentando anonimamente, faça conjecturas sobre a minha identidade. A opção de comentar anonimamente é legítima, entenda-se, mas não deixa de ser irónico.

      Também acho divertido que esteja a ser apelidado de "Capaz", como se tal fosse um insulto, ou sequer minimamente depreciativo...

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    9. Já eu o que vi foi uma pessoa a consistentemente dar uma resposta e outra a não aceitá-la porque não era a resposta que queria.

      Admito que instintivamente haja maior tendência em considerar mulheres melhores cuidadoras, mas também admito que isso possa ser fruto de uma construção social e de preconceitos enraizados e assentes em estereotipos de género, e não devido a uma maior capacidade inata de um dos géneros para cuidar de crianças de que não são pais.

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    10. Só para esclarecer, eu quando falei em instinto não era nesse sentido. O que eu digo é que eu tenho o instinto (vulgo, "acho que") que as mulheres têm tendência biológica para o cuidado, o que, tendo em conta, que os cérebros feminino e masculino são fisiologicamente diferentes (por exemplo, as diferentes doenças mentais não afectam homens e mulheres na mesma medida, por exemplo, o alzheimer é mais frequente em mulheres e a hiperactividade em homens) não é uma hipótese que se deva descartar. Foi isto que eu disse.

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    11. Como disse em cima, tenho o instinto que haverá sempre profissões tendencialmente masculinas e femininas. A menos, claro, que se imponham cotas de género no acesso ao ensino superior.

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    12. NM, e eu não nego essa hipótese, até porque bem sabemos que biologicamente há uma dependência entre mãe e cria, condicionada inclusivamente por secreções hormonais, como a oxitocina, e sem a qual as crias não sobreviveriam, pelo menos nos mamíferos. Dada a nossa condição biológica como possíveis mães, não me choca que haja condicionamentos biológicos que nos predisponham mais para esse papel.
      Mas, e há um grande mas, nós já não somos seres apenas guiados pela biologia, nem todos nos reconhecemos no binário homem/mulher, e fora essa predisposição natural para a maternidade que admito existir, há todo um condicionamento social que remete para outras actividades que dificilmente acredito serem tendências naturais, e que numa sociedade em permanente evolução e onde os papeis sociais de genero têm vindo a mudar, não faz sentido perpetuar através de estereotipos.

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    13. Claro! Mas eu concordo plenamente consigo.

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  8. NM, o seu suponhamos não faz qualquer sentido porque a premissa (tem dois candidatos nas mesmíssimas condições … em exacto pé de igualdade), sendo um homem e outro mulher, é impossível de ocorrer.

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    1. É impossivel porquê? Uma mulher é sempre melhor que um homem no que diz respeito a crianças?

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  9. Como é que esta gente, que tanto berra pela igualdade de género, é incapaz de perceber as diferenças de género é uma coisa que me ultrapassa.

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    1. Pois, também não sei...

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    2. Também me ultrapassa a insistência em confundir igualdade e uniformização de género, mas deve dar jeito.

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    3. A culpa não é do povinho. A culpa é de quem tem uma causa e calha de ter voz pública não saber defendê-la.

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  10. Escolheria a mulher. E não acho que os homens não sabem tomar conta de crianças. O meu marido toma e bem conta das nossas filhas e até já ficou 3 semanas com elas enquanto eu fui para fora em trabalho de engenharia (veja lá).
    Mas, a realidade é que escolheria a mulher. E acredito que quase todas as mulheres com filhos fizessem o mesmo ;)

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    1. Sabes que o teu blogue atinge uma vastíssima audiência quando tens umA engenheirA a comentar-te!!!!
      Caramba.. É quase como ver um unicórnio. ;D

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  11. Para mim a resposta é óbvia, para outros não será. Não deixaria o meu bebé sozinho com uma pessoa que não conheço, homem ou mulher. Os meus foram para uma creche onde trabalham várias pessoas.

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    1. Eu também, Patricia.
      Mas este é um exercício teórico. Tinha mesmo de ser. Homem, mulher ou moeda ao ar?

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    2. Patrícia, não é incompatível. Reformulemos, pois: a Patrícia é dona de uma creche, precisa de contratar uma baby-sitter, chegou à fase de selecção que a NM apontou e tem os dois candidatos que ela referiu. Qual escolhe, o homem ou a mulher?
      Se preferir: a Patrícia andou a ver creches (onde trabalham várias pessoas) para o seu filho de 5 meses, encontrou duas muito, mas mesmo muito, muito boas e, por coincidência, estão mesmo em igualdade quanto á qualidade. Só que numa os baby-sitter são todos homens e na outra só há mulheres. Qual seria a sua escolha?

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  12. Vamos então supor que em vez de um bebé tem uma empresa, em vez de uma vaga de baby-sitter tem um cargo de direcção para atribuir, e que tem os tais dois candidatos, homem e mulher, nas mesmíssimas condições. Qual deles escolhe?

    Acredito que (admitindo ou não) a maior parte das pessoas escolheria o homem. Isto porque, na falta de mais informação recorremos à nossa intuição (ou «instinto», como a NM disse) da qual fazem parte os estereótipos presentes na nossa cultura... Dá uma percepção de segurança. E daí? O facto de uma resposta ser mais intuitiva torna-a mais correcta?

    Outra questão: vamos admitir que o seleccionador em causa é um feroz defensor da igualdade de género e que, portanto, esta escolha é «hipócrita». O facto de essa pessoa não ter aplicado o seu princípio faz com que o princípio seja errado?

    Sobre as diferenças neurológicas entre homens e mulheres, não vou argumentar, está comprovado que existem. Mas pergunto-lhe: qual acha que deve ser a postura da cultura em geral, e da educação em particular, relativamente a essas diferenças? Porque aí, todos nós temos uma palavra a dizer...

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    1. Um cargo de direcção? Moeda ao ar, evidentemente.

      Não percebi as perguntas 3 e 4. Poderia concretizar?... (Sabe como é... Tenho a capacidade de interpretação toldada... Carradas de bonecas na infância, tem de me dar o devido desconto... :DD brincadeira, não se zangue)

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    2. A «pergunta 3» é: a pessoa acredita no princípio da igualdade de oportunidades, mas escolhe de acordo com o preconceito. Isso torna o princípio menos válido?

      A «pergunta 4» é: sabendo que as diferenças existem, acha que a cultura e a educação devem: Reforçar essas diferenças (cada um na sua caixinha)? Ou promover escolhas pessoais tão livres quanto possível (cada um de acordo com as suas características e preferências individuais)?

      (Claro que não me zango. Sabe como é... carradas de bonecas na infância fizeram de mim uma pessoa doce :D)

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    3. Porque é que escolhe, "evidentemente", a moeda?

      Do mesmo modo que diz que a mulher tem uma apetência biológica para o cuidado, porque é que não diz que o homem tem uma apetência biológica para a liderança, para a tomada de decisões racional, etc.? Estou aqui a enumerar chavões.

      Se é legítimo a NM dizer que acha, por instinto, que a mulher é melhor para determinadas coisas, então tem de admitir que é legítimo outra pessoa dizer que o homem é melhor para outras. Por vias biológicas e neurológicas que ninguém pode desmentir...

      Aponte-me a diferença se acha que estou a ser injusto, por favor. Mas a mim parece-me que é aqui que começa a ser evidente a tal perpetuação de estereótipos de género.

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    4. Mas Filipe... de uma vez por todas.
      Aonde é que eu disse que o certo era escolher a mulher??? Eu dei a minha opinião, a-minha-opinião. Eu não tenho sequer a pretensão de achar que eu é que estou certa. Sei que posso não estar, mas à luz do estado da arte ninguém me dizer que não estou. O que me podem dizer é que acham que não estou.
      Não tenho pretensão de doutrinar ninguém mas vou pela minha cabeça, não pelo que é politicamente correcto.

      Repetindo, eu não digo que as mulheres têm apetência biológica para, eu digo que "acho que têm". E eu acho que no que diz respeito à liderança é irrelevante. (Quer dizer... Por acaso até acho que não... Acho que as melhores têm na sua generalidade mais capacidade para, mas neste exercício pressupunha-se igualdade de condições.) Eu acho que, repito. E eu não me baseio em nada, o que eu digo é que sendo os centros de decisão (i.e. os cérebros) fisiologicamente diferentes (sabendo-se quais são as zonas do cérebro mais activas num e noutro género e quais as "áreas" comandadas por essas mesmas zonas) ninguém me pode dizer factual e atualmente que o meu "acho que" (ou o meu instinto) está errado. claro que este meu "acho que" mais não é um que um preconceito. Daí o meu "não sou hipócrita". eu não sou hipócrita e tenho preconceitos de género. Acho que as mulheres são melhores que os homens numas áreas e vice versa. Sendo que "este acho que" mais não é que uma hipótese.
      De resto, eu nunca disse que a escolha certa era a mulher. Eu sempre disse que era a minha escolha. sem hesitar. E agora digo que a minha escolha seria, evidentemente, a moeda. "Evidentemente" as in "nem hesitava".

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    5. Ahahahahahahahahahah minha doce anónima... Acho que a pergunta 3 está respondida acima.
      Pergunta 4: "Promover escolhas pessoais tão livres quanto possível", evidentemente.

      (Sou sempre pela liberdade. Inclusivamente pela liberdade de as editoras fazerem livros para meninos que gostam de foguetões e para meninas que gostam de princesas se assim lhes apetecer.)

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    6. Já que repescou o tema dos livros, então gostaria de acrescentar que sou sobretudo pela liberdade de meninos e meninas escolherem se gostam de foguetões ou de princesas sem terem que pensar se estão ou não a fazer a escolha que se espera deles. Nesta lógica de, justamente, cada um ser quem é, sem constrangimentos arbitrários.

      O que não invalida, obviamente, que as editoras publiquem o que bem entenderem.

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    7. já aqui também ia por moeda ao ar. Ou então escolhia a/o mais bem parecido (e agora é que vou ser crucificada). Isto pressupondo que eram ambos muito competentes.

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  13. Tenho um vídeo da Mironinho a tricotar que é uma delicia. Se não mostrasse a cara era bem capaz de o pôr no blog para derreter uns corações. Não descansou o verão inteiro enquanto a tia avó não a ensinou.
    Se eu soubesse que estou a perpetuar estereótipos tinha impedido. :DDDD
    Como valorizo a curiosidade e vontade de aprender da Mironinho, deixei. Afinal de contas ela tanto me pede para aprender a tricotar ou cozinhar, como me pede para construir cabanas ou foguetões.

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    1. Ahahahahahahahahahah tricô... Ahahahahahahahahahah Ahahahahahahahahahah imaginas uma menina a tricotar a ilustrar um livro? Dava mais polémica que se aparecesse a sufocar o irmão com as próprias mãos.. :DDDD

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    2. Fogueira com o livro e a ilustradora! Era certinho!

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    3. Se com um iogurte, ou lá o que era, foi o que foi...

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  14. A outra anónima queria soutiens adequados eu só queria que a SS nos pagasse a licença que está atrasada 2meses sem previsão de pagamento.
    Quem vai lá questionar ainda leva com a resposta que temos de nos precaver e fazer poupanças! Portanto eles devem-nos o nosso dinheiro, querem promover a natalidade mas depois se não tivermos dinheiro para nós sustentarmos e pagar as contas temos de nos desenrascar...
    Isto sim preocupa-me, parecendo que não provavelmente não podia contratar ninguém para tomar conta da criança.

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    1. Por acaso o pessoal da SS dá frequentemente a impressão de estar ali a fazer um favor à malta, dá...

      (E então, hum? Homem, mulher ou moeda ao ar?)

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  15. :) a sério? não me achava assim tão especial ;) havia mais umas quantas onde estudei... e no trabalho também :)

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    1. Essa agora... Então não é praticamente impossível, não há medo das mulheres irem para engenharia, não são raríssimas??... Bolas, já não percebo nada...

      (De repente anda tudo obcecado com as mulheres e a engenharia... Também não percebo, mas...)

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  16. NM, uma duvida que apòs ler todos os comentarios ainda nao percebi: na sua opiniao acha que em qualquer situacao, em qualquer par de homem/mulher a mulher será sempre a melhor escolha ou acha so que na maioria dos casos a mulher será a melhor escolha sendo que noutros seria o homem?

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    1. (Eu nem falei em falei em "melhor escolha", mas pronto...)

      A segunda hipótese, evidentemente.

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  17. Andamos todos muito baralhados e com uma preocupação extrema de correção e justiça.
    Só a título de curiosidade/realidade: tenho um neto com 3 anos e nos nossos tempos livres costumamos ir brincar para um parque. A criança leva na mochila o lanche e ....bonecas. Não foi uma nem duas pessoas que já fizeram o comentário: um menino a brincar com bonecas? Um dia enfureci-me e respondi: é preferível brincar com bonecas do que com bonecos. E a criatura respondeu-me com a anuência do resto da plateia: tem toda a razão minha senhora, triste mesmo era brincar com bonecos e riram todos com gosto. Dei a mão ao meu neto e saí dali falando cá com os meus botões: se a estupidez pagasse imposto...(ainda ouvi um comentário em brasileiro: depois se admira que ele seja veado!).

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  18. tenho 23 anos. quando eu nasci foi o meu pai a ficar comigo em casa (e a prestar todos os cuidados). quando nasceu o meu irmão passou igual. vejo que o meu marido será o tipo de pai que o meu próprio pai foi. e talvez por ter dois "grandes" exemplos numa situação dessas estaria inclinada para escolher o homem. porque foi assim que cresci

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