Passeava este Agosto uma amiga minha pelos montes da sua terra natal, lá para o nordeste bem nordeste deste cantinho à beira mar plantado. Passava ela por uma zona recém trabalhada pelas máquinas agrícolas quando teve de fazer um bio-stop com o filho... Olha para o chão e vê algo a reluzir... Parecia ouro! No iman não pegava... Pois... Era ouro!
Pois é, meus caros, 3 gr. de ouro puro, como já há muitos séculos não há, e que foi profissionalmente avaliado como sendo do tempo dos romanos, provavelmente de um brinco ou de qualquer outro adorno.
Nada de extraordinário, na verdade, dado o local onde foi encontrado.
Como assim? NM explica.
Consta-se que naquela zona houve um importante castro celta que foi tomado pelos romanos. E a verdade é que a minha amiga diz que, quando era miúda e as terras eram mexidas para serem cultivadas, apareciam muitos artefactos antigos, como panelas, instrumentos de ferro, objectos decorativos e, lá está, alguns ornamentos em ouro. Conta a lenda, na verdade, que há um boi em ouro enterrado por ali... (Agora que vos disse isto... Aquilo não vos parece um anel daqueles que os bois trazem no focinho? :D)
Eu só não vos digo onde é que isto aconteceu porque nós já temos tudo combinado para o próximo ano... E como vimos primeiro, tende lá paciência... Uma roupinha gira (claro!), uns óculos fashion (óbvio!), um detector de metais e lá vamos nós... Garimpar e enriquecer! Ah pois...
E já agora conto-vos o que eu não sabia... Sabieis que qualquer objecto encontrado no solo e avaliado como tendo mais de 300 anos é considerado achado arqueológico de interesse e pertence, por isso, ao Estado? Ah pois... Aprendei que eu não duro sempre.

